A procura por serviços de limpeza de terrenos em Portugal registou um aumento de 47% entre maio e julho, acompanhada por uma subida de 12% nos preços médios. Segundo dados da plataforma Fixando, a escassez de profissionais está a dificultar o cumprimento dos prazos legais de prevenção.
O mercado de limpeza de terrenos em Portugal enfrenta uma pressão crescente com a aproximação do período crítico de incêndios. De acordo com a plataforma Fixando, o custo médio deste serviço fixou-se nos 555 euros em julho, representando um agravamento face aos 495 euros contabilizados em maio de 2025. Este aumento de preços é acompanhado por uma quebra na capacidade de resposta dos profissionais, cuja taxa de sucesso no atendimento de pedidos baixou de 81% para 75% no mesmo período.
A análise geográfica revela que os distritos do interior são os mais afetados pela falta de oferta, precisamente onde a gestão de combustível é mais urgente. Beja lidera a lista de pedidos sem resposta, com uma taxa de 83%, seguida de perto por Portalegre, com 82%, e Bragança, com 67%. Em termos de volume absoluto, as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto concentram a maior fatia de solicitações, com 18% e 17% da procura nacional, respetivamente.
Especialistas do setor alertam que a concentração da procura na época estival compromete a eficácia da prevenção de fogos rurais. A diretora de Novos Negócios da Fixando, Alice Nunes, sublinha que a gestão de combustível deve ser efetuada de forma planeada ao longo de todo o ano, e não apenas quando o risco de incêndio se torna elevado. O adiar destas intervenções cria estrangulamentos no mercado e reduz a margem de segurança para a proteção de pessoas e bens.

