Os preços das portagens nas autoestradas portuguesas deverão aumentar 2,3% a partir de 1 de janeiro de 2026. O valor baseia-se na estimativa rápida da inflação divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e no mecanismo de compensação às concessionárias que vigora desde 2023.
A fórmula de atualização anual das portagens tem como referência a taxa de inflação homóloga (sem habitação) do continente, registada no último mês disponível antes da data-limite de 15 de novembro (data em que as concessionárias comunicam os novos preços ao Governo). Os dados provisórios do INE, divulgados hoje, fixam essa taxa de referência em 2,2%.
A este valor, no entanto, acresce 0,1%. Esta taxa adicional resulta do acordo celebrado em 2022 entre o Governo de António Costa e as concessionárias. Na altura, para evitar uma subida histórica de cerca de 10% nas portagens em 2023, o executivo impôs um travão de 4,9%. Como contrapartida, permitiu que as concessionárias aumentassem os preços em 0,1% acima da inflação durante os quatro anos seguintes (2024, 2025, 2026 e 2027).
Assim, a atualização total a ser proposta pelas concessionárias deverá ser de 2,3% (2,2% de inflação + 0,1% de compensação). O valor definitivo da inflação será confirmado pelo INE a 12 de novembro, mas as variações face à estimativa rápida são, regra geral, residuais.
Este será o terceiro ano consecutivo em que os utilizadores das autoestradas suportam, para além da inflação, a compensação negociada em 2022.
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