O Município de Freixo de Espada à Cinta vai gerir um orçamento de 14,4 milhões de euros em 2026, o que representa um aumento de 1,7 milhões face ao ano anterior. O documento foi aprovado na Assembleia Municipal, de maioria socialista, com cinco votos contra e uma abstenção da bancada do PSD.
O presidente da Câmara, Nuno Ferreira, defende que este é um orçamento “realista e não ilusionista”, garantindo uma taxa de execução elevada. Do bolo total, mais de quatro milhões de euros estão destinados a investimento. A grande “fatia” vai para a habitação, através do programa 1.º Direito, que prevê a construção de 24 fogos no bairro social.
Estão ainda contempladas obras no campo de jogos, na biblioteca municipal, na praia fluvial da Congida e no quartel dos bombeiros, bem como a manutenção de apoios à educação (bolsas e transportes).
Nos impostos, o IMI mantém-se na taxa mínima de 0,3%, enquanto o IRS fica na taxa máxima de 5% e a derrama em 1,5% para a banca e setor energético.
A oposição, liderada pelo PSD, justificou o voto contra alegando que o orçamento tem “muita despesa” e pouca preocupação em fomentar o emprego e o crescimento real do concelho. O autarca socialista reagiu, acusando o PSD de votar “contra as obras já programadas”.

