Portugal enfrenta um período crítico de mortalidade, registando 30 dias consecutivos com óbitos acima do esperado. O cenário agravou-se no início de 2026: a 2 de janeiro morreram 540 pessoas, o valor mais alto dos últimos dois anos. Segundo a rede EuroMOMO, Portugal é o único país da Europa com um excesso de mortalidade classificado como “muito elevado”.
A Direção-Geral da Saúde e o INSA justificam os números com a tempestade perfeita: temperaturas baixas e uma epidemia de gripe precoce e agressiva (vírus H3N1). As mortes por doenças respiratórias quase duplicaram, passando de 9,7% para 17% do total.
Os idosos, especialmente acima dos 85 anos, são as principais vítimas, com o Alentejo e o Algarve a serem as regiões mais castigadas. O ano de 2025 fechou já com um aumento de óbitos face a 2024 (122 mil contra 116 mil), mas os especialistas alertam também para fatores estruturais como a pobreza energética e a falta de isolamento das casas portuguesas.
