Em Vila Flor, quem precisar de medicamentos durante a madrugada não encontra portas abertas, mas sim um serviço “à chamada”. Com o Centro de Saúde a encerrar às 22h00 e sem serviço de urgência, o concelho, que dispõe apenas de duas farmácias, adota um sistema de disponibilidade permanente, mas não presencial, durante a noite.
O autarca Pedro Lima explica que a vila tem uma farmácia privada e outra da Santa Casa da Misericórdia, que alternam a escala de serviço. Após o fecho de portas (às 19h00 ou 20h00), o atendimento é garantido através de contacto telefónico. “Se houver urgências, os funcionários que estão de plantão vão aviar as receitas”, garante o edil.
Esta é uma realidade partilhada por mais 10 concelhos do distrito de Bragança, onde a falta de urgências noturnas obriga a deslocações aos hospitais de Bragança, Mirandela ou Mogadouro, tornando o acesso imediato à medicação um desafio logístico para a população.

