Os dados mais recentes do Bareme Rádio colocam a estação transmontana ao lado dos “gigantes” nacionais na Região Norte, validando uma estratégia focada no eixo Porto-Bragança e na informação de utilidade pública.
A Rádio Regional encerrou o ano de 2025 com motivos para celebrar. Segundo os dados do Bareme Rádio, publicados a 23 de dezembro, a estação alcançou um empate técnico com a CM Rádio (Correio da Manhã Rádio) na Região Norte, registando um valor métrico de 0,2.
O estudo realizado pela Marktest, referente ao último trimestre de 2025, abrange as audiências da rádio em difusão FM tradicional e online.
Para a administração da estação, a notícia chegou como uma “prenda” inesperada na noite de Consoada. “Foi incrível porque recebi o estudo mas, estranhamente, ficou no SPAM. Só tomei conhecimento dois dias depois“, revela Vítor Fernandes, Administrador e Diretor da Rádio Regional. “Estávamos em família à mesa quando reparei que tinha várias mensagens de felicitação pelo Natal e pelas audiências. Fiquei uns segundos em silêncio a olhar para o telemóvel e pronto, foi festa a dobrar“.
Uma nova estratégia para o eixo Porto-Bragança
Este crescimento de audiência não é obra do acaso, mas sim o resultado de um reposicionamento tático implementado no verão de 2025. A Rádio Regional assume-se agora como a única estação de base em Trás-os-Montes e Alto Douro a figurar no ranking das rádios com maior expressão na Região Norte, competindo diretamente com marcas nacionais como a Observador, M80 e Cidade FM.
“Andamos nisto há 25 anos e agora o objetivo é claro: fechar e consolidar o eixo Porto-Bragança, ser a rádio oficial da Região Norte e, com isto, anular qualquer iniciativa concorrente“, esclarece o diretor da estação.
A grelha de programação reflete esta aposta na proximidade e na utilidade. Com noticiários curtos e objetivos a cada 20 minutos (das 06h00 às 22h00), a estação prioriza o que é relevante para o ouvinte local “Acreditamos que o preço do pão seja mais importante do que o trânsito na Segunda Circular“, sublinha Vítor Fernandes, destacando uma abordagem onde a informação nacional tem que ser útil à vida real do “cidadão comum” e o desporto ganha um destaque sem precedentes: “O desporto é um produto incrível, atualmente difundimos mais noticiários de desporto do que qualquer outra rádio concorrente, inclusive nacionais“.
Jornalismo de escrutínio e independência financeira
A linha editorial da Rádio Regional também endureceu o tom no que toca ao escrutínio político, recusando a estagnação que afeta parte da imprensa regional. “Trás-os-Montes parou no tempo e hoje parece uma ofensa uma rádio ou jornal fora do mainstream nacional ter a ousadia de escrutinar ou confrontar um político“, aponta Vítor Fernandes. A promessa é clara: “Por vezes temos que sair da bolha para perceber o que o ouvinte anónimo realmente quer, é simples, informação útil e descomplicada, por isso a nova abordagem passa pelo escrutínio e contraponto, curto e direto, doa a quem doer“.
Detida a 100% por uma família transmontana, a estação orgulha-se da sua independência financeira e tecnológica. José Fernandes, acionista do grupo, reforça o compromisso de longo prazo: “A imprensa regional está em crise e nós não olhamos para isto com objetivo de lucro imediato. A nossa missão é garantir que, mesmo que todos os outros falhem, nós continuaremos cá como garante da voz da região e temos tudo o que precisamos para isso“.
Inovação Tecnológica
O sucesso operacional apoia-se numa infraestrutura tecnológica própria, desenvolvida desde 2013, que permite a gestão de quatro serviços de programas generalistas com emissão regional em FM e nacional em todas as operadoras de cabo/satélite, uma publicação nacional diária, 10 rádios online temáticas e uma plataforma de streaming. Este ecossistema permite que a equipa colabore com a mesma eficiência seja a partir da redação ou remotamente de qualquer parte do mundo.
“Nos meios e na tecnologia estamos sempre um, dois ou três passos à frente de toda a concorrência, sem um único cêntimo de apoios públicos e por isso os resultados estão à vista (…) o caminho é longo e duro mas eu quero mais, muito mais” remata Vítor Fernandes.

