Os tripulantes de cabine da transportadora aérea Ryanair vão fazer uma greve europeia nos próximos dias 25 e 26 de julho, informou à agência Lusa a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).
A decisão foi tomada numa reunião, em Bruxelas, entre vários sindicatos europeus para exigirem que a companhia de baixo custo aplique as leis nacionais e não a irlandesa, informou à agência Lusa a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).
Em comunicado de imprensa, assinado pelos sindicatos SNPVAC, UILTRASPORTI/FILT – CGIL (Itália), SITCPLA (Espanha), USO (Espanha) e CNE-LBC (Bélgica), são ainda referidas as exigências para a Ryanair estender as mesmas condições laborais a trabalhadores subcontratados.
Os sindicatos também não querem a Ryanair a ditar condições sobre quais os representantes dos trabalhadores que podem participar nas reuniões.
Face à decisão de “ignorar” estas exigências, os sindicatos decidiram avançar com uma greve de 24 horas em Portugal, Itália, Espanha e Bélgica no próximo dia 25 e em Portugal, Espanha e Bélgica, no dia 26.
Em entrevista à Lusa, em 11 de abril, o presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary, garantia que os trabalhadores da transportadora aérea em Portugal preferem continuar com contratos sob a lei irlandesa, uma vez que ganham mais e têm mais dias de licença de maternidade.
A transportadora aérea de baixo custo cancelou 1100 voos em junho devido às greves e à falta de controladores de tráfego aéreo (ATC), quando no ano anterior esse número tinha sido 41.
Em 03 de julho, Kenny Jacobs, da Ryanair, precisou, em comunicado, que “infelizmente, mais de 210.000 clientes da Ryanair viram os seus voos cancelados em junho devido a quatro fins de semana de greves e falta de pessoal da ATC na França, Reino Unido e Alemanha”.
Há dois dias foi também foi divulgado que um grupo de pilotos da Ryanair aprovou, na Irlanda, uma greve de 24 horas para 12 de julho, devido à falta de progressos nas negociações com a companhia aérea sobre as suas condições de trabalho.

LUSA | JN

