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INCÊNDIO EM MONCHIQUE “AGRAVA-SE” E TORNA-SE “COMPLEXO”

O incêndio que pelo quarto dia lavra em Monchique, no Algarve, voltou a agravar-se durante o dia de hoje e o quadro geral da operação é neste momento “muito complexo”, admitiu um responsável da Proteção civil.

“A situação infelizmente alterou-se, tínhamos uma situação mais favorável e registaram-se várias projeções, as quais tiveram um comportamento bastante violento”, assumiu o segundo comandante operacional distrital da Proteção Civil de Faro, Abel Gomes.

Segundo aquele responsável, os locais que oferecem maior preocupação são, neste momento, a zona da Fóia e o sítio da Cascalheira, ambos em Monchique, e a barragem de Odelouca, já no concelho de Silves.

O número de assistências médicas a pessoas na sequência do incêndio subiu para 95, dos quais, 66 são pessoas que apenas receberam assistência e 29 são feridos, todos ligeiros, acrescentou.

Questionado pelos jornalistas sobre a eventualidade de haver pessoas desaparecidas, Abel Gomes garantiu não ter conhecimento de que haja pessoas desaparecidas, sublinhando que pode ser uma realidade, mas que, por agora, é preferível “não especular”.

No terreno continuam a operar cerca de 1.105 operacionais, apoiados por 341 veículos e um total de 24 máquinas de rasto.

A apoiar no combate estiveram cinco helicópteros, três parelhas de aviões nacionais e três aviões espanhóis, sendo que, segundo Abel Gomes, todos estiveram ao combate e operacionais.

De acordo com aquele responsável, as zonas “muito sensíveis” que não estavam consolidadas “reativaram e com grande intensidade”, o que, face à meteorologia que continua adversa, faz deste um “incêndio de grande dimensão”.

Contudo, o quadro meteorológico “não é favorável”, porque vão manter-se temperaturas altas e a humidade relativa vai continuar baixa, o que faz antever “uma noite dura de muito trabalho”.

Durante a tarde, foram retiradas pessoas da zona da Fóia e também do Sítio da Cascalheira, em Monchique, e ainda da Barragem de Odelouca, já no concelho de Silves.

Em Silves não há nenhuma habitação em perigo e o fogo chegou à Barragem de Odelouca e ao Centro Cinegético de Silves, antevendo-se, neste concelho, um combate “muito favorável”, concluiu.

LUSA

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