O Governo reforçou a vigilância aérea contra incêndios rurais em 26 concelhos afetados pela tempestade Kristin, face à previsão de temperaturas elevadas nos próximos dias. A medida, que coincide com as festas de São João, visa mitigar riscos e assegurar uma resposta rápida a eventuais ignições.
O Executivo anunciou esta quinta-feira o reforço da monitorização aérea em áreas vulneráveis, numa iniciativa conjunta dos ministérios da Defesa Nacional e da Administração Interna. O foco incide sobre a zona centro de Portugal, onde a tempestade Kristin resultou num aumento significativo de biomassa seca no terreno. Esta situação eleva a probabilidade de propagação de fogos, motivando a ativação de um Centro de Operações Permanente na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, sob a alçada do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
A operação mobiliza meios estratégicos como aeronaves P-3C CUP+ e C-295M, além de sistemas não tripulados e um helicóptero Black Hawk. Estas unidades asseguram o patrulhamento, a recolha de informação e a deteção precoce de focos de incêndio em territórios de difícil acesso. Paralelamente, o Governo admite declarar a situação de alerta, o que permitiria a adoção de medidas administrativas mais restritivas para prevenir comportamentos de risco durante o período crítico de calor.
No contexto das festividades de São João, as autoridades apelaram à responsabilidade cívica, solicitando especificamente que se evite o lançamento de balões e o uso de foguetes. O Ministro da Administração Interna sublinhou a importância da prudência individual perante as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que apontam para tempo quente e seco em todo o território continental, potenciando o perigo de incêndio rural em áreas com elevada carga de combustível vegetal.

