O regresso de Bruno de Carvalho levaria com grande probabilidade à potencial “perda de investidores e patrocinadores” com elevados prejuízos económico-financeiros para o clube, segundo a Comissão de Gestão.
O regresso de Bruno de Carvalho à liderança do Sporting, o anular dos resultados da Assembleia Geral realizada no dia 23 de junho, poderá pôr o clube em risco de falência, defendeu a Comissão de Gestão do clube de Alvalade na resposta à providência cautelar interposta por BdC, no dia 1 de agosto, entregue ontem em tribunal. Esta notícia é avançada pelo “Correio da Manhã” esta quarta-feira.
Segundo o matutino, na resposta (com 265 pontos) dirigida ao tribunal a Comissão de Gestão assume que o clube corre muitos riscos com o regresso de Bruno de Carvalho, entre eles a falência. “Essa ocorrência hipotética traria consequências ruinosas para o Requerido, a potencial paralisação da sua gestão, existência simultânea de órgãos de direção a digladiar-se, a violação das deliberações da Comissão de Fiscalização, entre outras”, pode ler-se no documento.
Mais: o regresso de BdC levaria indubitavelmente à paralisação da gestão e com grande probabilidade à potencial “perda de investidores e patrocinadores” com elevados prejuízos económico-financeiros, aponta.
De acordo com a Comissão de Gestão, o provimento a esta providência cautelar pode mesmo “fazer perigar o processo de reversão das desvinculações com justa causa de diversos jogadores emblemáticos da equipa de futebol e reacender o tumulto na equipa”.
No mesmo documento, o Sporting lembra ainda o prejuízo de “muitas dezenas de milhões de euros” pelos jogadores do Sporting que rescindiram contrato com o clube, após o ataque em Alcochete, e não voltaram.

TRIBUNA EXPRESSO

