O setor bancário em Portugal encerrou o exercício de 2025 com resultados históricos, registando lucros agregados superiores a 5,2 mil milhões de euros entre as cinco maiores instituições (CGD, BCP, Novo Banco, Santander Totta e BPI). O valor representa um crescimento de 5,9% face ao ano anterior, consolidando a tendência de alta rentabilidade da banca nacional. A Caixa Geral de Depósitos liderou o desempenho com 1.904 milhões de euros de lucro, influenciada pela alienação da participação nas Águas de Portugal.
O BCP e o Novo Banco também atingiram máximos históricos, com resultados de 1.018 milhões e 828 milhões de euros, respetivamente. Em sentido inverso, o BPI foi o único a registar uma descida, com os lucros a caírem 13% para os 512 milhões de euros.
Os resultados foram impulsionados pela manutenção de margens financeiras elevadas e pelo aumento das receitas de comissões, num contexto de descida das imparidades.
O desempenho do setor tem alimentado o debate político sobre a distribuição destes lucros pela economia real, num período marcado pela devolução do adicional de solidariedade por parte do Estado.
