O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) denunciou, esta segunda-feira, a carência de profissionais na Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD). No âmbito da iniciativa “Caravana FNAM 2026”, a presidente do sindicato, Joana Bordalo e Sá, reuniu-se com cerca de 50 clínicos em Vila Real, alertando para “constrangimentos significativos” no acesso a cuidados diferenciados.
Segundo o SMN, a falta de recursos obriga à transferência de doentes cardíacos para o Porto para procedimentos que poderiam ser realizados na região.
A estrutura sindical aponta falhas graves na gestão, incluindo o não pagamento de horas extraordinárias em especialidades como Medicina Interna e a estagnação nas carreiras. Nos cuidados primários, o cenário é classificado como crítico: das 28 vagas propostas pela ULS para médicos de família, a tutela abriu apenas 10, deixando 16 mil utentes sem médico.
O sindicato acusa o Ministério da Saúde de “empurrar os médicos para fora do SNS” ao não garantir condições de fixação, sublinhando que a abertura do curso de Medicina na UTAD não resolverá o problema se não existirem salários justos e carreiras dignas no setor público.

