A União Europeia registou um gasto adicional de 22 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis desde o início do conflito no Médio Oriente, revelou hoje o Comissário Europeu para a Energia e Ambiente, Dan Jørgensen.
O agravamento dos custos, impulsionado pela guerra no Irão iniciada a 28 de fevereiro, reflete o impacto do encerramento do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial.
Numa publicação oficial, o comissário prometeu a apresentação de novas medidas para o setor na próxima semana, visando responder à volatilidade dos mercados e proteger os consumidores.
Apesar de a Comissão Europeia assegurar que o abastecimento energético está garantido, o preço do barril de petróleo voltou a superar os 100 dólares esta segunda-feira, após o falhanço das negociações no Paquistão e o anúncio de um bloqueio ao Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos.
Jørgensen defendeu que a solução estrutural para a crise passa pela eletrificação da economia e pela transição para fontes de energia limpas produzidas localmente, de forma a garantir a independência energética da União Europeia face à instabilidade geopolítica.
