A Câmara Municipal do Porto anunciou, esta terça-feira, que não irá participar no leilão do Estádio do Bessa, rejeitando uma intervenção direta no processo de insolvência que atinge o Boavista.
Em esclarecimento enviado à Lusa, a autarquia liderada por Pedro Duarte afirmou que não deve interferir no mercado nem condicionar o desenvolvimento do leilão, sublinhando que a responsabilidade por uma “resolução estrutural” da crise cabe exclusivamente aos órgãos do clube.
O complexo desportivo está a ser leiloado com um valor base de 38 milhões de euros, num processo que decorre até ao dia 20 de maio sob intermediação da Leilosoc.
Apesar da recusa em adquirir o imóvel, o município manifestou preocupação com o peso histórico e social do Boavista, focando-se na salvaguarda da formação de centenas de jovens atletas.
A decisão surge sob forte pressão de figuras como João Loureiro e de uma petição pública que exige a classificação do estádio como património de interesse municipal. Paralelamente, a claque Panteras Negras e a direção de Rui Garrido Pereira tentam travar a venda judicialmente, alegando ilegalidades e subavaliação de ativos, num momento em que o passivo do clube ultrapassa os 150 milhões de euros.

