Portugal registou um aumento de 40,9% no número de vítimas mortais nas estradas entre 1 de janeiro e 28 de abril, totalizando 162 óbitos. Perante este cenário “dramático”, o Governo anunciou a reativação da Brigada de Trânsito da GNR e a preparação de alterações ao Código da Estrada.
De acordo com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a sinistralidade grave está fortemente associada ao excesso de velocidade e ao consumo de álcool, num contexto em que o fluxo de trânsito — impulsionado pelo turismo — e a rede viária atingiram valores recorde.
O plano de ação inclui o reforço da rede de radares SINCRO e a utilização de câmaras de videovigilância para detetar infrações como ultrapassagens proibidas. Pedro Clemente, presidente da ANSR, sublinhou a necessidade de acabar com o “sentimento de impunidade”, acelerando o sancionamento tecnológico para evitar prescrições.
A estratégia foca-se ainda no meio urbano, onde Portugal apresenta uma taxa de mortalidade de 55%, prevendo-se a criação de planos municipais de segurança rodoviária e a expansão de radares nas cidades para forçar o abrandamento do tráfego.

