A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) lançou um alerta para o elevado potencial de incêndios rurais em 2026, com especial enfoque na zona de Pedrógão Grande e no Pinhal Interior.
Em entrevista à agência Lusa, o comandante nacional Mário Silvestre explicou que a regeneração natural da floresta, que ocorre em ciclos de oito a dez anos, atingiu um ponto de densidade crítica, aumentando a probabilidade de fogos violentos.
A preocupação é agravada pelos efeitos da tempestade Kristin, que deixou milhares de árvores caídas no distrito de Leiria, e pelas alterações climáticas.
Para enfrentar este cenário, o dispositivo será reforçado a partir de amanhã, 15 de maio, com 11.955 operacionais e 37 meios aéreos.
A grande novidade para este ano é o alargamento da utilização de retardantes químicos para cinco centros de meios aéreos, visando aumentar a eficácia do ataque inicial. Na fase mais crítica, entre julho e setembro, o efetivo subirá para mais de 15 mil elementos e 81 aeronaves, incluindo, pela primeira vez, dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea Portuguesa.

