O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, rejeitou formalmente as propostas apresentadas por diversos operadores turísticos que defendiam a suspensão extraordinária dos controlos de fronteira nos aeroportos nacionais durante o período de verão.
Confrontado com o cenário de atrasos sistemáticos e longas filas de espera que têm fustigado as infraestruturas aeroportuárias de Lisboa e de Faro, o governante asseverou que o Estado não abdicará das suas obsoletas obrigações legais de fiscalização migratória e de segurança aduaneira nas fronteiras externas do Espaço Schengen para passageiros provenientes de fora da União Europeia. A tomada de posição oficial surge num momento em que a imagem internacional do país enfrenta críticas devido à morosidade registada no processamento de viajantes nas cabines de atendimento da Polícia de Segurança Pública.
Os empresários do setor argumentam que as extensas filas de espera prolongadas atuam como um elemento dissuasor para o turismo e um impacto negativo na receção de visitantes. No entanto, a tutela recusa qualquer cedência nos procedimentos de verificação aduaneira, sublinhando que a segurança nacional constitui um interesse soberano supremo e inalienável do Estado.
De forma a mitigar os constrangimentos operacionais reportados nos terminais aéreos e otimizar o fluxo de passageiros no decurso da época alta, o Ministério da Administração Interna anunciou a ativação imediata de um plano de contingência focado no reforço do contingente de efetivos da Polícia de Segurança Pública destacados para os postos de controlo. A estratégia governamental visa compatibilizar as exigências de segurança com a fluidez do tráfego.

