Os mercados internacionais de matérias-primas e energia entraram numa trajetória de forte instabilidade, reagindo à escalada das hostilidades militares e diplomáticas na região do Médio Oriente.
Segundo o jornal Financial Times, o preço do barril de petróleo Brent e do crude norte-americano registou flutuações diárias superiores a 5%, refletindo o receio de investidores quanto a potenciais disrupções nas infraestruturas de extração e transporte.
A preocupação logística foca-se nos eixos de navegação do Golfo, onde incidentes com petroleiros podem comprometer o abastecimento das economias ocidentais e asiáticas. Analistas sublinham que a instabilidade ocorre num momento de reservas estratégicas contidas, o que limita a margem para amortecer a subida dos preços.
Em simultâneo, os contratos de futuros de gás natural na Europa registaram pressões em alta, gerando apreensão na indústria pesada europeia quanto à perda de competitividade, enquanto os fundos promovem uma rotação para ativos de refúgio.

