Numa tarde marcada pelo simbolismo do regresso do Torreense ao Jamor, setenta anos após a sua última presença numa final, a equipa de Torres Vedras contrariou todo o favoritismo do Sporting, atual detentor do troféu e vice-campeão nacional. O único golo da partida foi apontado pelo defesa central Stopira, de 38 anos, que aproveitou um lance de bola parada para bater a defensiva leonina e sentenciar o encontro a favor da equipa da II Liga.
A partida, arbitrada por António Nobre, foi caracterizada por uma forte pressão ofensiva do Sporting, que dispôs de várias oportunidades para inaugurar o marcador, incluindo dois golos anulados por fora de jogo. Contudo, a organização defensiva da equipa orientada por Rui Borges revelou-se intransponível. Com este triunfo, o Torreense não só inscreve o seu nome na galeria de vencedores da Taça de Portugal, como assegura uma vaga direta na fase de grupos da Liga Europa da próxima temporada, independentemente do desfecho do play-off de subida que ainda disputa contra o Casa Pia.
O Sporting, que procurava salvar a época com a conquista do troféu, termina o ano sem títulos nacionais. Nas reações pós-jogo, a frustração era evidente nas hostes leoninas, enquanto em Torres Vedras se iniciaram festejos espontâneos que deverão prolongar-se durante a madrugada. O feito do Torreense é comparável a marcos históricos do futebol nacional, sendo a primeira vez que um clube fora da primeira divisão vence a competição.

