A greve geral regista hoje uma adesão significativa, com o cancelamento de centenas de voos em Lisboa e no Porto e a paralisia total ou parcial de diversos sistemas de transportes públicos, incluindo o Metropolitano de Lisboa e as ligações fluviais da Transtejo.
A circulação aérea nacional está a ser fortemente condicionada pela greve geral, registando-se até às 10h00 o cancelamento de 62% dos voos no aeroporto de Lisboa e 32% no Porto. De acordo com os dados oficiais, mais de 500 ligações aéreas foram suprimidas em todo o país.
O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil reportou uma adesão massiva dos tripulantes, tendo a diretora Ana Dias acusado algumas operadoras de substituírem ilegalmente trabalhadores grevistas por profissionais estrangeiros.
No setor dos transportes urbanos, o cenário é de forte perturbação. O Metropolitano de Lisboa encontra-se totalmente parado desde a noite de ontem, por ausência de serviços mínimos, tal como acontece com as ligações fluviais da Transtejo.
Operadoras como a Carris, a STCP e o Metro do Porto funcionam com base em serviços mínimos decretados. No setor ferroviário, a CP suprimiu 281 comboios até ao meio da manhã, o que representa uma taxa de supressão de 66%. António Lemos, do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial, indicou que os serviços mínimos garantem apenas 25% das viagens previstas, verificando-se uma baixa ocupação nas carruagens em circulação.
Os sindicatos sublinham que as reivindicações se prendem com a contratação coletiva e a oposição ao sistema de banco de horas, descrevendo uma adesão total entre os trabalhadores que não estão integrados nos serviços mínimos.

