A vereadora do Partido Socialista na Câmara Municipal de Lisboa, Alexandra Leitão, afirmou que suspenderia imediatamente o seu mandato caso fosse constituída arguida no âmbito da “Operação Emergente”, distinguindo a sua postura da de outros autarcas socialistas visados na investigação.
A declaração de Alexandra Leitão surge no rescaldo da notícia avançada pelo Observador, que confirmou a constituição como arguidos de Sérgio Cintra e Carla Madeira, ambos vereadores do PS na autarquia lisboeta e elementos da sua equipa de vereação. Os autarcas em causa são suspeitos de crimes de prevaricação no contexto da investigação judicial designada por “Operação Emergente”, que analisa processos de licenciamento e adjudicações na capital.
Ao contrário de Cintra e Madeira, que já comunicaram a sua intenção de permanecer em funções até ao esclarecimento total dos factos, Leitão defendeu uma linha ética distinta. Durante um espaço de comentário televisivo, a socialista sublinhou que a suspensão de um cargo político em caso de arguência não configura uma assunção de culpa, mas sim uma salvaguarda da dignidade das instituições e da confiança dos eleitores.
A “Operação Emergente” tem realizado diversas buscas em juntas de freguesia e departamentos municipais, focando-se em suspeitas de favorecimento ilícito. O caso tem gerado instabilidade na bancada socialista lisboeta, com vozes críticas a pedir uma clarificação interna. A posição pública de Alexandra Leitão é interpretada como uma demarcação clara da liderança técnica e política face aos visados, acentuando o debate sobre a responsabilidade política no exercício de funções autárquicas perante suspeitas criminais.


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