O PSD de Bragança manifestou a sua oposição ao novo Código Regulamentar do Município, alertando para um aumento generalizado das taxas. Apesar da aceitação de três medidas propostas pelo partido, os sociais-democratas criticam a rejeição de mecanismos destinados a proteger os contribuintes.
No âmbito da discussão pública do novo Código Regulamentar do Município de Bragança, o PSD viu aprovadas três das suas propostas pelo executivo socialista. Entre as medidas acolhidas contam-se o Apoio Social Escolar durante as interrupções letivas, o acompanhamento especializado para crianças com necessidades específicas no pré-escolar e no primeiro ciclo, e o alargamento do período de incubação de empresas de 12 para 24 meses. Estas iniciativas visam assegurar a inclusão social e o apoio ao empreendedorismo jovem no concelho.
Contudo, os vereadores do PSD manifestaram o seu desagrado pela rejeição da maioria das recomendações apresentadas. O partido propunha a fixação de limites máximos de atualização das taxas e um regime transitório para uma implementação gradual dos aumentos, de forma a mitigar o impacto nos orçamentos familiares, instituições e empresas. Segundo os sociais-democratas, a maioria das taxas sofrerá um agravamento, podendo os custos para os munícipes triplicar face aos valores atualmente em vigor.
Para o PSD, esta decisão representa uma opção política deliberada de transferência de esforço financeiro para os cidadãos, comparando-a ao anterior aumento das tarifas de água e saneamento. O partido defende que a estratégia adotada pelo executivo liderado pelo Partido Socialista prejudica a fixação de jovens e o investimento nas freguesias rurais, reafirmando o compromisso com uma política de moderação fiscal e coesão territorial em Bragança.
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