Um barómetro da Intercampus revela que 71,9% dos portugueses consideram insuficientes as medidas do Governo para mitigar o impacto económico do conflito entre Israel e o Irão. A insatisfação incide sobretudo no aumento dos preços dos combustíveis e no custo de vida das famílias residentes.
De acordo com o barómetro realizado pela Intercampus para o Correio da Manhã, CMTV, Jornal de Negócios e o canal Now, a maioria dos cidadãos entende que o Executivo liderado por Luís Montenegro poderia ter adotado ações mais eficazes para proteger os orçamentos familiares. Apenas 12,2% dos inquiridos consideram que as medidas atuais são adequadas para enfrentar a crise internacional iniciada a 28 de fevereiro, refletindo uma perceção de desfasamento entre as políticas públicas e as necessidades da população.
Apesar da elevada taxa de insatisfação, os dados indicam uma ligeira recuperação da confiança pública em comparação com o mês anterior. No período homólogo, a percentagem de portugueses que criticava a atuação governamental fixava-se nos 77%, registando-se agora uma descida para os 71,9%. Esta variação, embora positiva para o Executivo, não altera o cenário de amplo descontentamento face à escalada dos custos energéticos decorrentes da instabilidade no Médio Oriente.
A redução da carga fiscal sobre os combustíveis surge como a medida mais consensual entre os participantes. Cerca de 87,4% dos inquiridos defendem uma descida dos impostos para compensar a valorização do barril de Brent, que serve de referência ao mercado europeu. Em contrapartida, menos de 7% da amostra apoia a manutenção da atual estrutura tributária, sublinhando a pressão social para intervenções diretas no mercado energético perante a volatilidade dos preços internacionais.

