Portugal regista atualmente 27 concelhos onde os cidadãos estrangeiros perfazem mais de um quinto da população residente. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, referentes ao final de 2025, o país conta com quase 1,6 milhões de residentes com nacionalidade estrangeira.
De acordo com os dados demográficos do Instituto Nacional de Estatística (INE), a concentração de população estrangeira é mais expressiva na Grande Lisboa, no Alentejo e no Algarve. O concelho de Odemira destaca-se com 52,06% de residentes estrangeiros, seguido por Vila do Bispo com 41,73%. Na Área Metropolitana de Lisboa, a Amadora e Odivelas registam percentagens superiores a 27%. No Algarve, diversos municípios, como Aljezur e Albufeira, ultrapassam a barreira dos 30%, refletindo uma tendência de crescimento contínuo nestas regiões nos últimos anos.
A comunidade brasileira permanece como a principal nacionalidade estrangeira em território nacional, com mais de 574 mil cidadãos, seguida pelas comunidades de Angola, Índia e Cabo Verde. No total, o país acolhe residentes de 115 países. No final de 2025, a população total em Portugal situava-se nos 11,4 milhões de habitantes. O saldo migratório, embora positivo, apresentou uma trajetória de desaceleração nos últimos três anos, passando de cerca de 307 mil em 2023 para 70 mil em 2025, contribuindo, todavia, para mitigar o saldo natural negativo.
O INE assinala ainda disparidades regionais no envelhecimento populacional. Apenas os concelhos açorianos de Ribeira Grande e Lagoa mantêm uma estrutura onde o número de jovens até aos 14 anos supera o de pessoas com 65 ou mais anos. Em contraste, o interior do país continua a registar elevados índices de envelhecimento. Na sequência destes novos dados, o instituto anunciou uma revisão de indicadores estatísticos per capita nas áreas da economia, saúde e educação para o período entre 2021 e 2024.

