A olaria negra de Bisalhães, concelho de Vila Real, foi inscrita no registo da União das Indicações Geográficas de produtos artesanais e industriais. Este reconhecimento europeu, anunciado hoje, reforça a proteção jurídica desta atividade artesanal secular, já classificada pela UNESCO em 2016 como Património Cultural Imaterial.
A olaria negra de Bisalhães, no concelho de Vila Real, foi oficialmente inscrita no registo da União das Indicações Geográficas de produtos artesanais e industriais, uma medida que reforça significativamente a proteção jurídica desta ancestral atividade. Este anúncio foi hoje confirmado, marcando um novo capítulo na história de um ofício já reconhecido globalmente.
O processo de confeção da olaria negra de Bisalhães tinha já sido distinguido pela UNESCO, a 29 de novembro de 2016, ao ser incluído na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente. A recente inscrição europeia vem complementar e solidificar esse reconhecimento prévio, assegurando uma camada adicional de proteção e valorização.
Segundo comunicado da Câmara Municipal de Vila Real, esta inscrição no registo da União das Indicações Geográficas confirma “o reconhecimento europeu desta expressão singular do património artesanal português”. O município sublinha que “este registo representa um importante marco na valorização, promoção e salvaguarda da olaria negra de Bisalhães, uma tradição artesanal secular reconhecida pela sua autenticidade, pelo saber-fazer transmitido entre gerações e pela sua forte ligação ao território de origem”.
Este ofício é historicamente considerado duro e exigente, com processos de fabrico que remontam, pelo menos, ao século XVI. A sua complexidade começa no tratamento inicial do barro e culmina na fase de cozedura.

