O antigo capitão da seleção alemã, Lothar Matthäus, atribuiu a eliminação da Alemanha do Mundial 2026 a tensões internas provocadas pela gestão da presença das famílias dos jogadores. A seleção germânica foi afastada nos 16 avos de final pelo Paraguai, após o desempate por grandes penalidades.
Lothar Matthäus, figura histórica do futebol alemão, criticou severamente a gestão interna da seleção da Alemanha após a eliminação precoce do Mundial 2026. Em análise para o jornal BILD, o antigo capitão associou a derrota frente ao Paraguai, nos 16 avos de final, a um ambiente de distração provocado pela presença constante de familiares e parceiras dos jogadores durante o torneio em solo americano.
O antigo internacional estabeleceu um paralelismo com o Mundial de 1994, defendendo que as questões logísticas, como reservas de hotéis e diferenciação nas condições de viagem para os familiares, geraram tensões no balneário. Segundo Matthäus, houve jogadores descontentes com o facto de certos familiares viajarem com a equipa enquanto outros utilizaram voos comerciais, transformando o evento no que descreveu como «férias de família gratuitas».
A crítica estendeu-se ainda à equipa técnica, com Matthäus a questionar a exposição mediática de Lena Wurzenberger, companheira do selecionador Julian Nagelsmann. O antigo jogador considerou que a presença assídua da antiga jornalista nos treinos e no hotel da comitiva não foi benéfica para a concentração necessária. Como medida corretiva, Matthäus sugere que o acesso das famílias seja limitado apenas às fases finais das competições internacionais, servindo de incentivo ao sucesso desportivo.

