A Inspeção-Geral da Administração Interna registou 1.722 queixas contra as forças de segurança no último ano, um aumento de 60% face a 2020. Os dados do relatório anual indicam que a PSP foi a entidade com maior número de participações, totalizando 880 processos administrativos em Portugal.
O número de queixas apresentadas à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) contra as forças de segurança registou um aumento aproximado de 60% num período de seis anos. Segundo o relatório anual agora publicado, o total de participações subiu de 1.072, em 2020, para 1.722, em 2025. Este crescimento foi quase ininterrupto, com exceção de um período de estabilização verificado entre os anos de 2022 e 2023.
A Polícia de Segurança Pública foi a instituição que concentrou o maior volume de denúncias, somando 880 queixas. Por sua vez, a Guarda Nacional Republicana registou 524 participações. O documento detalha que a maioria das denúncias se prende com a violação de deveres de conduta, representando 45% do total, seguida pelas ofensas à integridade física, que correspondem a cerca de um quarto dos processos.
No que diz respeito à gravidade das ocorrências, o relatório assinala a ausência de registos relativos a detenções ilegais ou crimes contra a liberdade sexual, reportando-se apenas um caso de morte e a manutenção de 41 situações ligadas a violência doméstica.
A origem das queixas é maioritariamente civil, com 1.020 participações efetuadas por cidadãos. As autoridades judiciárias e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais também contribuíram para o volume processual. Além do acompanhamento administrativo, a IGAI instaurou 46 processos disciplinares e 29 de natureza inspetiva no último ano fiscal.

