O Ministério Público pediu uma pena de 6 anos de prisão efetiva para Humberto Gama, um antigo padre de 86 anos, acusado de crimes de violação, burla qualificada e usurpação de funções. Os crimes terão ocorrido num consultório em Murça, durante supostas sessões de exorcismo, tendo o arguido reiterado a sua inocência no Tribunal de Vila Real.
O Ministério Público (MP) requereu a condenação a 6 anos de prisão efetiva para Humberto Gama, de 86 anos, antigo sacerdote católico acusado da prática de crimes de violação, burla qualificada e usurpação de funções. As alegações finais decorreram no Tribunal de Vila Real, onde a acusação considerou existirem provas suficientes para demonstrar que o arguido cometeu os ilícitos de que é alvo.
Os crimes terão ocorrido num consultório situado no concelho de Murça. Segundo a acusação, Humberto Gama aproveitava-se da vulnerabilidade das vítimas durante alegadas sessões de exorcismo, rituais que promovia com o pretenso objetivo de afastar maus espíritos. O arguido cobrava valores avultados pelos serviços prestados, apesar de ter sido oficialmente expulso da Igreja Católica em 1979 e de não possuir qualquer legitimidade para exercer o sacerdócio.
Durante as sessões no tribunal, que decorreram à porta fechada para proteger a identidade e a intimidade das vítimas, a defesa manteve a tese de inocência. O arguido reiterou perante o juiz que não cometeu qualquer abuso e alegou não conhecer as mulheres que apresentaram queixa contra si.
Importa referir que Humberto Gama chegou a responder por um crime adicional de coação sexual, mas a respetiva queixa foi retirada pela ofendida após o início da fase de julgamento. O antigo pároco aguarda agora a leitura do acórdão, recordando-se que chegou a cumprir 4 meses de prisão preventiva no decorrer da investigação.

