O Dragão vestiu-se a rigor de “verde e amarelo” para receber o jogo amigável entre o Panamá e o Brasil. Mais de 39 mil espectadores rumaram ao “ninho do dragão” em clara e esmagadora maioria apoiante da selecção brasileira.
O Brasil entrou a todo o gás neste jogo amigável, logo na primeira dezena de minutos instalou-se no meio-campo do Panamá, circulando a bola, e, criando situações de perigo na baliza adversária. Só aos 12 minutos é que o Panamá seu sinal de vida, e conseguiu invadir o meio-campo brasileiro mas sem criar problemas à canarinha.
No minuto 17 grande oportunidade para o Brasil depois de uma boa jogada de Alex Telles, na “sua casa” fez o que melhor sabe, cruzou para a área e Roberto Firmino a cabecear por cima da baliza de Luis Mejía.
O jogo do Brasil maioritariamente incidia sobre o lado direito, tentavam cruzamentos para a área mas a defensiva do Panamá esteve sempre bem ao limpar de forma segura os lances de perigo.
Perto da meia hora de jogo o Panamá teve o primeiro pontapé de canto no entanto José Rodríguez após o cruzamento de Armando Cooper, rematou torto ao lado da baliza de Ederson. Mas “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” e finalmente o Brasil conseguiu inaugurar o marcador aos 32 minutos, Lucas Paquetá, o médio do AC Milan, a responder bem a um cruzamento do lado direito, de primeira junto à pequena área empurrou a bola para o fundo da baliza do Panamá.
Numa das raras idas do Panamá ao meio-campo adversário, conquistam uma falta e do livre batido por Eric Davis, o capitão do Panamá Adolfo Machado com um excelente cabeceamento a bater de forma exímia Ederson Moraes aos 36 minutos, golo no entanto contestado por possível fora-de-jogo pelos canarinhos.
Em resumo uma primeira parte dominada pelo Brasil onde construiu as suas jogadas de ataque predominando o corredor direito com Arthur e Richarlison muito participativos no processo ofensivo.
O Panamá foi aguentando as investidas do Brasil cortando para longe da sua área os lances de perigo onde por consequência raramente conseguiu ultrapassar o meio-campo contrário.
Mais Brasil com diversas oportunidades de golo, onde pecaram na eficácia e também do GR Luis Mejía que esteve bem na sua baliza.

Já na segunda parte os selecionadores a optarem por manter os mesmos “onzes”, a formação do Panamá a equilibrar um pouco mais o jogo, tendo sido a primeira a rematar com perigo nos instantes iniciais da segunda parte, Jose Rodríguez, a obrigar Ederson Moraes a uma excelente defesa, a bola ia com selo de golo.
Na resposta Richarlison a rematar à trave do GR Luis Mejía depois de uma boa combinação com Fagner.
Ao minuto 60, Tite promove duas alterações de uma assentada, as entradas de Éverton e Gabriel Jesus em detrimento de Lucas Paquetá e Roberto Firmino.
O Panamá continuava a surpreender, e Harold Cummings que o diga ao cabecear à trave depois de um cruzamento de Eric Davis; dava empate nesta altura também nos “ferros” das duas balizas. Depois de Richarlison agora seria a vez do central Cummings que actua na MLS cabecear, novamente à trave.
O Panamá com o decorrer do jogo voltou à sua estratégia conservadora, abdicando de ultrapassar o meio-campo, o Brasil com mais bola como seria de esperar e com a inspiração de Richarlison, o jogador que está ao serviço do Everton de Marco Silva, através de jogadas individuais ou com combinações com os seus colegas de equipa a proporcionar aos espectadores jogadas bonitas.
Casemiro com duas situações consecutivas de perigo, na primeira um cabeceamento à trave, na segunda um pontapé livre onde desferiu um remate potente que acabou nas mãos de Luis Mejía.
O tempo de jogo ia avançando e o selecionador Brasileiro a promover mais uma alteração com a saída de Arthur a dar lugar a Felipe Anderson, o Panamá também mexeu no onze com as entradas de Jose Fajardo e Ernesto no lugar de Gabriel Torres e de Armando Cooper.
Nesta fase, só dava Brasil, que insistia em chegar novamente à vantagem.
A 5 minutos do final, o selecionador do Panamá a promove mais duas alterações, desta feita as entradas de Omar e César Blackman para os lugares de Alberto Quintero e Michael Murillo.
O Brasil continuava a tentar chegar ao golo a pressionar cada vez mais os Panamenhos mas, a defensiva das “terras do caribe” ia-se aguentando, o empate avizinhava-se e, para o Panamá seria um excelente resultado, frente a uma seleção pentacampeã do mundo e actualmente no 3º lugar do ranking FIFA.
Resultado Final: Brasil 1 vs 1 Panamá com golos de Lucas Paquetá (32′ 1-0) e de Adolfo Machado (36′ 1-1)

Em resumo foi um jogo claramente dominado pelo Brasil, com diversas oportunidades de golo para os canarinhos, em destaque Richarlison que foi o jogador mais inconformado (e inspirado) a tentar colocar o Brasil na frente do marcador.
Em destaque também Éder Militão, jogador que actua no FC Porto que também teve algumas oportunidades para visar a baliza de Luis Mejía, através de cabeceamentos e Alex Telles que tirou bons cruzamentos para os seus companheiros do ataque finalizarem.
O Panamá por vezes surpreendia a defensiva brasileira, regra geral em respostas de contra-ataque, e por três vezes rematou com perigo na direção da baliza de Ederson.
No final, a estatística não engana, com o Brasil a marcar 59% de posse de bola contra os 41% do Panamá; já nos remates o Brasil foi também superior. O Brasil marcou 12 cantos contra um solitário do Panamá.
Em suma, foi o Brasil que mais fez pela vitória, apesar o resultado de 1-1; com Neymar assistir de camarote.
Nota positiva para a equipa de arbitragem do internacional portugal João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga.
Bruno Marques


