O Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa, afirmou esta quarta-feira, na Catedral de Bragança, que a Igreja Católica tem o dever ético de constituir «uma resposta à solidão», alertando para o isolamento na sociedade moderna durante as comemorações dos 25 anos da dedicação do templo diocesano.
Na homilia proferida durante as comemorações das bodas de prata da dedicação da Catedral de Bragança, D. Andrés Carrascosa chamou a atenção para o paradoxo contemporâneo que combina hiperconectividade digital com um isolamento humano cada vez mais acentuado.
O diplomata da Santa Sé defendeu perante o presbitério e fiéis da Diocese de Bragança-Miranda que a efeméride ultrapassa a homenagem a uma estrutura física de pedra e betão. Para o Núncio Apostólico, a autenticidade de um templo mede-se pelo acolhimento a jovens desorientados, pela valorização dos idosos que vivem sós, pelo amparo a cidadãos vulneráveis e pela capacidade de manter um diálogo aberto com quem se afastou da religião.
Esta reflexão assume particular pertinência em Trás-os-Montes, região marcada pelo envelhecimento demográfico e pelo despovoamento progressivo, cenários que tornam premente o fortalecimento de laços comunitários.
Por seu turno, o bispo de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida, expressou gratidão a quantos edificaram o monumento há 25 anos, preconizando que a catedral continue a funcionar como polo congregador ligado a todas as paróquias do distrito.

