A inflação em Portugal deverá atingir 3,1% este ano, abrandando nos exercícios seguintes para valores próximos da estabilidade de preços, segundo as estimativas reveladas esta manhã pelo Banco de Portugal no seu Boletim Económico de outubro.
A taxa de inflação em Portugal deverá fixar-se em 3,1% em 2026, desacelerando a partir do próximo ano, de acordo com as projeções divulgadas esta manhã pelo Banco de Portugal no Boletim Económico de outubro. O regulador prevê que o indicador diminua subsequentemente para valores consentâneos com o objetivo de estabilidade de preços, fixando-se em 2,4% em 2027 e em 2,0% em 2028.
Segundo a instituição liderada por Álvaro Santos Pereira, esta evolução resulta em larga medida da dissipação gradual dos efeitos associados ao choque nas matérias-primas energéticas e da moderação nos custos laborais. O banco central antecipa que o pico da subida de preços se manifeste no último trimestre de 2026, rondando os 3,6%, pressionado sobretudo pelos combustíveis como o gasóleo e a gasolina.
A análise técnica do regulador sublinha ainda que a inflação subjacente, expurgada dos preços voláteis da energia, também regista pressão adicional, refletindo componentes do turismo e a transmissão de pressões externas. Em simultâneo, o banco central reviu em alta a taxa de crescimento da economia portuguesa para 2,3% este ano, advertindo, contudo, que os riscos para a inflação continuam predominantemente orientados em alta devido às tensões geopolíticas no Médio Oriente.

