Alexandre Gaudêncio, Presidente da Autarquia da Ribeira Grande e Presidente do PSD dos Açores, foi hoje constituído arguido na operação ‘Nortada’, e após diligências da Polícia Judiciária falou os jornalistas, apontando o dedo ao Partido Socialista e a ‘queixas anónimas’.
Ainda com as buscas da Polícia Judiciária em curso, o Presidente da Autarquia da Ribeira Grande e Presidente do PSD convocou os jornalistas para esclarecer o seu ‘envolvimento’ na operação ‘Nortada’ lançada pela Policia Judiciária em vários locais de portugal continental e ilhas; nomeadamente em instalações autárquicas, empresas, residências e viaturas.
Sabe-se ainda que a Polícia Judiciaria justificou a operação por (citamos) “suspeitas da prática dos crimes de peculato, prevaricação, abuso de poder e falsificação de documentos, em que são intervenientes uma câmara municipal e diversas entidades de direito privado” (fim de citação).
A edição online da Sábado avança que está em causa um contrato com o artista brasileiro MC Kevinho para um concerto em Abril de 2019 no município açoriano, e cujos valores envolvidos (aproximadamente 120 mil euros) terão despertado a atenção das autoridades; mas fonte relacionada com o processo avançou à Rádio Regional que, efectivamente a investigação foi iniciada após uma denúncia anónima ainda em 2017, que além dos espectáculos musicais, haverá ainda suspeitas relacionadas a um “eventual” favorecimento de empresas na contratação e construção de obras municipais.
Ainda segundo fonte ligada ao processo, já foram constituídos 7 arguidos, que agora aguardam o desenrolar do processo em liberdade, com Termo de Identidade e Residência.
Alexandre Gaudêncio, perante a comunicação social e os cidadãos que se concentravam, à parta da autarquia, proclamou a sua inocência, não se sentido surpreendido dadas as ‘ameaças de queixas’ do PS; confirmando que se mantém na liderança da autarquia, e que irá lutar para provar a sua inocência.
OIÇA AQUI AS DECLARAÇÕES INTEGRAIS:
VF | CP 1276 | Áudio: Joaquim Ferreira Leite

