A primeira afeta as emoções básicas. A segunda dura, pelo menos, duas semanas, e implica uma perda de autoestima ou de peso. E traz ainda prejuízos a longo prazo.
Luis Caballero, membro da Sociedade Espanhola de Psiquiatria, explica ao El País: “a tristeza é uma emoção básica que experimentamos por situações negativas: quando morre um ente querido, não alcançamos as nossas expectativas… É como o medo, a raiva, o nojo”.
Já a depressão “é uma doença, no sentido psiquiátrico, na qual há uma tristeza patológica que é intensa e mais duradoura e que está associada a outros sintomas. Como a anedonia (incapacidade de sentir prazer), apatia (notável falta de energia), perda de peso e apetite, distúrbios do sono, fadiga, dificuldade de concentração e sucessão de ideias com sentimentos de culpa, preocupar-se demasiado com a saúde e pensamentos suicidas”, explica o especialista.
A depressão pode ser desencadeada por os acontecimentos trágicos enumerados no caso da tristeza mas também sem motivo aparente.
Outra forma de diferenciar a tristeza da depressão é a duração. Um estado de depressão dura no mínimo duas semanas.
Há ainda sinais subtis de depressão a que se pode estar atento. A American Psychological Association (APA) destaca a perda de identidade ou de autoestima.
Identificar as causas, genéticas ou externas, que conduzem à depressão é o primeiro passo para tratá-la, com ajuda profissional. Quando o inimigo é a tristeza, há estratégias mais simples para a combater, como passar uma tarde com um amigo, desabafar com alguém ou fazer algo animado para se distrair.


