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SAÚDE: EM 2018 AS CIRÚRGICAS DISPARARAM MAS À CUSTA DOS PRIVADOS

O número de cirurgias aumentou em 2018 e atingiu o valor mais alto de sempre, com quase 595.000 doentes operados no Serviço Nacional de Saúde (SNS), um crescimento que se deveu sobretudo ao recurso aos privados e setor social.

Segundo o Relatório Anual de Acesso aos Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas relativo a 2018, o número de doentes operados cresceu para 594.978 (mais 0,1% do que em 2017), uma resposta ao aumento dos doentes propostos para cirurgia (706.103 em 2018, mais 6.971 do que em 2017).

A atividade cirúrgica da responsabilidade do SNS reparte-se entre hospitais do SNS que incluem Entidades Públicas Empresarias, Setor Público Administrativo e Parcerias Público-Privadas, sendo responsáveis por 89,0% da produção total em 2018, mas considera também a atividade realizada pelos hospitais protocolados (5,8%) e pelos hospitais convencionados (5,2%).

De acordo com o relatório, a que a Lusa teve acesso, o aumento global das cirurgias realizadas deveu-se sobretudo aos hospitais convencionados e aos protocolados, que inclui o setor social e os privados. Os dados de 2018 indicam que nos hospitais convencionados se realizaram 30.962 cirurgias (24.608 em 2017) e nos protocolados 34.258 (29.660 em 2017).

Nos hospitais do SNS foram operados 529.758 doentes, menos do que em 2017 (534.545), refere o documento.

Os dados indicam ainda que a média do tempo de espera dos doentes operados se manteve um pouco acima dos três meses em 2018 (3,3 meses), assim como se manteve a mediana de tempo de espera dos utentes inscritos em Lista de espera para Cirurgia e ainda a aguardar uma resposta do SNS (3,5 meses).

Para além dos doentes operados, registaram-se saídas de doentes da Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC), por motivo de cancelamento, nos termos previstos no Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC).

Os dados relativos aos cancelamentos das inscrições em LIC mantiveram em 2018 o padrão referente aos principais motivos de cancelamento, nomeadamente ‘Desistência’ (27,2%), ‘Proposta não adequada à situação clínica do utente’ (14,2%) e ‘Não ativação da nota de transferência/vale cirurgia no prazo de validade’ (12,9%).

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