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PNR DIZ QUE A ‘TROIKA VAI VOLTAR’ SE OS ELEITORES VOTAREM NOS ‘MESMOS’

O presidente do Partido Nacional Reformador (PNR), defendeu hoje que a ‘troika’ regressará ao país na próxima legislatura, se o eleitorado continuar a votar nos mesmos, considerando que esta é a única força partidária que representa a “verdadeira diferença”.

“Se mantivermos a votação nada vai mudar, se nada vai mudar vamos voltar para o buraco e quando as pessoas menos esperarem. E a ‘troika’ virá cá parar porque esta governação do PS está a levar-nos para o buraco”, disse.

José Pinto-Coelho falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde hoje levou a cabo uma ação de campanha.

Em declarações à agência Lusa, já no final da ação, José Pinto-Coelho criticou a governação dos últimos quatro anos e enfatizou as cativações, a falta de investimento no país e a falta de manutenção em todos os serviços.

Segundo considerou, “há um grande buraco dento da carcaça que é a aparência de um país normal”, pelo que, a “’troika’ irá bater à porta do país” e a situação “será pior do que em 2011”.

José Pinto-Coelho defendeu ainda que, o PNR é que representa a “verdadeira diferença” e defendeu que é o único partido nacionalista e o único que apresenta propostas ao nível da defesa da identidade, da defesa da família e da vida e da defesa da soberania.

“O nosso primado é a nação. Para outros pode ser os animais, para outros pode ser a social-democracia, para nós é a nação e tudo tem de estar orientado para os interesses nacionais”, referiu.

José Pinto-Coelho acusou a PSD e CDS de fazerem uma opinião “muito frouxa”, de “centro direitinha” e “conivente com os grandes partidos da esquerda”, pelo que, reiterou que o eleitorado de direita deve votar PNR.

A falar num concelho do interior, José Pinto-Coelho garantiu que o PNR também quer acabar com as portagens nas antigas Scut [Vias sem custo para o utilizador], sublinhou que quer acabar com o despovoamento do interior.

Criticando a “lógica economicista” de encerramento de serviços que também ajuda a despovoar os territórios, apresentou como propostas a manutenção de serviços, a atribuição de benefícios fiscais a empresas e famílias e o investimento nas vias de comunicação, nomeadamente na ferrovia.

“Nós dizemos ‘para o interior, rapidamente e em força'”, apontou, referindo ainda que, se o Governo cortasse no “sustento das bancas falidas”, nos privilégios dos políticos, nas assessorias externas e nos “amigalhaços”, haveria dinheiro para as medidas a favor do interior.

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