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ALGARVE: SECA NA REGIÃO SUL ACENTUOU-SE NO FINAL DE 2023 – IPMA

A situação de seca meteorológica aumentou em dezembro na região sul, destacando-se os distritos de Setúbal, Beja e Faro na classe de seca moderada, segundo o boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

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A situação de seca meteorológica aumentou em dezembro na região sul, destacando-se os distritos de Setúbal, Beja e Faro na classe de seca moderada, segundo o boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em 31 de dezembro 38% do território estava em seca meteorológica, enquanto no final de novembro esse percentagem era de 19,4%.

Segundo o IPMA, verificou-se um aumento de área de Portugal continental em classe de seca fraca, de 19,4% em novembro para 21,4% em dezembro e também uma subida na classe de chuva fraca de 7,2% para 17,1%.

No fim do mês passado, 19,5% do território estava na classe chuva moderada, 16,8% normal, 16,2 em seca moderada e 9% em chuva severa.

O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

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De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e socioeconómica.

No que diz respeito à percentagem de água no solo, o instituto precisa que houve um aumento nas regiões do norte e centro com valores superiores a 80%.

No Baixo Alentejo e Algarve, algumas regiões estavam com valores entre 20 e 40%.

Os dados do boletim indicam que o mês passado classificou-se como normal em relação à temperatura do ar e muito seco em relação à precipitação, tendo sido o 7.º dezembro mais seco desde 2000.

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TRÁS-OS-MONTES: FRUTICULTORES ACREDITAM QUE HÁ ABERTURA PARA TORRES ANTIGRANIZO

Os fruticultores transmontanos que reuniram na segunda-feira em Mirandela com a ministra da Agricultura transmitiram que há “uma abertura” por parte do Governo para a instalação de torres antigranizo na região.

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Os fruticultores transmontanos que reuniram na segunda-feira em Mirandela com a ministra da Agricultura transmitiram que há “uma abertura” por parte do Governo para a instalação de torres antigranizo na região.

O encontro aconteceu na segunda-feira ao final do dia na Ecoteca, em Mirandela e foi a segunda reunião do dia no distrito de Bragança de Maria do Céu Antunes com agricultores, depois de ter estado em Macedo de Cavaleiros.

Estiveram presentes 10 representantes dos concelhos de Carrazeda de Ansiães e de Vila Flor e durou perto de duas horas.

Luís Vila Real, produtor de maçã no Planalto de Ansiães e porta-voz, contou à Lusa que sobre este pedido, considerado urgente pelos fruticultores, passaram de um “não” para “um sim condicionado”, o que, contudo, não os deixou satisfeitos.

“O que sucede é que o caminho que nos foi apontado [para a instalação das torres antigranizo] é incompatível com a celeridade que nós pretendemos dar à medida”, começou por explicar.

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Luís Vila Real diz que Maria do Céu Antunes apontou a necessidade de os agricultores constituírem uma organização de produtores para poderem depois fazer uma candidatura. Esta condicionante não foi bem recebida.

Para Luís Vila Real, o caminho de criar uma organização só para preencher um requisito formal “não faz muito sentido”.

O porta-voz avançou que a agregação de produtores para ganhar escala na comercialização “está pensada”, mas não desta forma “muito rápida”, que representa “investimentos astronómicos” e que precisa de agregar vontades e tempo.

“Atendendo a que estamos a três meses do início de um período crítico [com a possibilidade de queda de granizo] isso é incomportável. Então, ficamos de analisar soluções alternativas para ainda em tempo útil encontrar uma solução (…)”, afirmou Luís Vila Real, acrescentando que vão continuar a intentar negociações.

Para o porta-voz, a medida poderia ser viabilizada se o Governo, por exemplo, adaptasse o diploma destinado às ajudas para as telas antigranizo às torres antigranizo. Luís Vila Real acrescentou que a tutela está “reticente em relação a essa possibilidade”.

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Em 2023, só na produção de maçã, o granizo de maio de junho provocou em Carrazeda de Ansiães perdas na produção superiores a 90%, que chegaram a 95 a 98% nas zonas mais mais afetadas. O concelho colhe, em condições normais, 25 a 30 mil toneladas por campanha.

Em Vila Flor, já no Vale da Vilariça, houve quebras no pêssego e na cereja, detalhou Luís Vila Real, que “apesar de não ser tão crítico como Carrazeda de Ansiães começa a ter os seus episódios” e que tem uma “extensão enorme” destas plantações.

Por isso, rematou Luís Vila Real, “o interesse é de todos” os fruticultores, além da medida ser mais barata do que as redes (ou telas) antigranizo.

Um estudo elaborado para os 600 hectares de pomar do Planalto de Ansiães, e que poderiam proteger o restante cultivo envolvente, a comparticipação do Governo poderia começar nos 500 mil euros, se fosse de 50%.

“Nós fizemos um cálculo e não está longe da realidade. Se as telas custam 18 milhões de euros, a comparticipação do Estado seria de nove milhões. Nove milhões com 500 mil euros não tem comparação possível”, afirmou Luís Vila Real à Lusa.

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Na quinta-feira, cerca de uma centena de agricultores manifestaram-se junto ao nó de Lodões, em Vila Flor, causando constrangimentos e cortes em vias como o IP2 e o IC5.

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PORTO: ZONA INDUSTRIAL VAI PASSAR A TER ESTACIONAMENTO PAGO

O pagamento do estacionamento na zona industrial e empresarial do Porto deverá avançar ainda este mês, afirmou hoje o vereador do Espaço Público da Câmara do Porto, defendendo que a medida visa a “dissuasão do uso do automóvel”.

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O pagamento do estacionamento na zona industrial e empresarial do Porto deverá avançar ainda este mês, afirmou hoje o vereador do Espaço Público da Câmara do Porto, defendendo que a medida visa a “dissuasão do uso do automóvel”.

Em declarações aos jornalistas, o vereador do Urbanismo e Espaço Público, Pedro Baganha, reconheceu que a medida “não é simpática”, mas que “é necessária” e se insere “no esforço de gestão e organização do espaço público”.

O estacionamento de duração limitada será aplicado na Avenida Fontes Pereira de Melo e nas ruas Eng. Ferreira Dias e Manuel Pinto de Azevedo.

A decisão prende-se com a “política de dissuasão e diminuição do número de automóveis” e promoção do uso do transporte coletivo, esclareceu o vereador, notando que aquela zona da cidade está “bem servida”.

“Há duas estações de metro e um conjunto de linhas de autocarro que servem este território”, referiu o vereador, que falava à margem da reunião privada do executivo.

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Pedro Baganha adiantou ainda que, à semelhança da zona da Asprela, nesta zona será possível os trabalhadores pagarem 2,40 euros por 10 horas de estacionamento diárias.

Esta modalidade poderá aplicar-se a todos que o desejarem, referiu, reconhecendo que o valor é inferior a dois títulos ocasionais do Andante, mas superior ao passe mensal.

“Isto só quer dizer que tivemos em atenção quem trabalha na zona empresarial do Porto”, acrescentou.

A proposta de recomendação apresentada pela vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, para que o estacionamento na zona industrial e empresarial se mantivesse livre de parcómetros foi rejeitada.

Também aos jornalistas, Ilda Figueiredo defendeu que “os principais afetados” com esta medida são os trabalhadores, que mesmo que recorram ao tarifário de 2,40 euros diários, tal equivale a “cerca de 50 euros por mês”.

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Para a vereadora da CDU, a primeira medida a tomar para a dissuasão do uso do automóvel passa pela construção de um parque de estacionamento naquela zona da cidade, permitindo que “os trabalhadores possam utilizar transportes públicos”.

Já a vereadora do BE, Maria Manuel Rola, considerou que, com esta medida, o município “está a fazer um favor à Eporto [empresa que detém a concessão do estacionamento pago na via pública] sem se requalificar sequer o espaço público, sem que ele seja espaço público utilizável”.

“Neste momento, quer-se cobrar pelo estacionamento ali, quando os passeios não têm condições de utilização, não existe ciclovia”, referiu, dizendo que, sem a respetiva qualificação, “não faz sentido que se taxe quem ali trabalha”.

Por sua vez, o vereador do PS, Tiago Barbosa Ribeiro, considerou que a cobrança pelo estacionamento no espaço público “é um caminho inevitável”.

“Entendemos que quando falamos de políticas de espaço público, descarbonização e de evitar a privatização do espaço público pelo automóvel temos de ser consequentes com isso por mais que por vezes possa haver contestação”, afirmou, sugerindo que se encontrem, juntamente com o setor empresarial, “benefícios na atribuição de passe social e outras medidas fiscais” aos trabalhadores.

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