O primeiro-ministro, António Costa, pediu, esta terça-feira, desculpa pelas falhas do estado que levaram à tragédia dos fogos, de domingo.
“Não vou fazer jogos de palavras. Quer ouvir-me pedir desculpa, eu peço desculpa”, disse Costa em resposta a uma intervenção do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.
“Se não o fiz o antes, não é por não sentir menor peso na minha consciência, porque tenho a certeza que, tal como eu, quem quer que estivesse nas minhas funções não teria vivido todos estes meses com um grande peso na consciência sobre o que aconteceu em Pedrógão e o que voltou a acontecer este fim-de-semana”, justificou Costa, para concluir: “Sei que viverei com este peso na consciência até ao último dia da minha vida.”
Costa prosseguiu com as explicações, argumentando que no seu “vocabulário “reserva para o íntimo pessoal a palavra ‘desculpa'” e, enquanto primeiro-ministro, opta pela palavra “responsabilidade”.

