Ligue-se a nós

REGIÕES

BOMBEIROS: COMANDANTE, MÉDICO E MILITARES ENTRE OS ACUSADOS DE FALSIFICAÇÃO EM LOURES

Dezenas de bombeiros, o comandante da corporação de Camarate, em Loures, um médico e dois militares, estão entre os 58 arguidos acusados pelo Ministério Público num processo de falsificação de certificados de habilitações literárias do 12.º ano.

Online há

em

Dezenas de bombeiros, o comandante da corporação de Camarate, em Loures, um médico e dois militares, estão entre os 58 arguidos acusados pelo Ministério Público num processo de falsificação de certificados de habilitações literárias do 12.º ano.

O início do julgamento está marcado para as 09:30 de terça-feira, no Campus da Justiça, em Lisboa.

A acusação do Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve hoje acesso, conta que, entre 2014 e julho de 2016, três bombeiros da corporação de Camarate constituíram um grupo com vista à “elaboração e venda” de certificados de habilitações literárias do 12.º ano de escolaridade, para permitir a terceiros “a obtenção de qualificações como bombeiros, técnicos de emergência médica e socorrismo e vigilantes de segurança privada”.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Camarate, Luís Martins, cerca de três dezenas de bombeiros desta corporação, dois militares, vigilantes e técnicos de emergência pré-hospitalar, estão entre os “clientes” que solicitaram estes certificados falsos.

“Para a execução de tal plano criminoso, Pedro Silva, Nuno Paredes e Zélia Almeida elaboravam certificados de habilitações literárias, alegadamente emitidos por estabelecimentos de ensino, utilizando um impresso idêntico ao utilizado por tais estabelecimentos, apunham o selo branco fabricado por Pedro Silva, de molde a replicar o utilizado por tal instituição, e apunham sobre o mesmo a assinatura de uma pretensa chefe de serviços”, refere a acusação.

Os arguidos cobravam, em média, 100 euros por cada certificado de habilitações.

Para impressão dos “certificados de habilitações falsos”, os três principais arguidos “utilizavam a impressora que ficava na sala de comando da corporação dos bombeiros de Camarate, utilizando igualmente o computador aí instalado para os elaborar”, assinando o nome da chefe de Serviços do Externato São José – Agrupamento de Escolas de Sacavém, “pessoa que desconheciam quem fosse”.

Após a elaboração dos certificados de habilitações falsos, os mesmos eram entregues pessoalmente pelos três principais arguidos “pessoalmente a quem os contactavam”.

Em agosto de 2014, o arguido Pedro Silva foi residir para Angola, “entregando aos arguidos Nuno Paredes e Zélia Almeida o selo branco que fabricara e os modelos das certidões de habilitações”, passando estes dois elementos a “encabeçar o plano criminoso”, contando com a colaboração de quatro “angariadores” de clientes.

Noutras ocasiões, segundo o MP, estes arguidos “recorriam aos seus colaboradores”, também arguidos no processo, que eram bombeiros nas corporações de Camarate, de Carnaxide, no Zambujal e em São Martinho do Porto que, “sabendo do plano” criminoso, “entregavam e vendiam a terceiros os certificados” falsos, “recebendo uma comissão” pela intermediação.

Estes quatro bombeiros tinham como função “angariar ‘clientes/interessados’ que sabiam carecer de habilitações literárias para aceder a determinada atividade profissional e mediante contrapartida monetária”.

Do plano fazia ainda parte um formador, também arguido, em duas empresas que ministravam cursos de vigilante de segurança privada, o qual “auxiliava” os futuros seguranças a adquirir os certificados de habilitações do 12.º ano, que tinham de ser entregues à Divisão de Segurança Privada da PSP, com vista à emissão dos respetivos cartões profissionais de vigilante de segurança privada.

“Como para a frequência de tais cursos de vigilante de segurança privada era exigida a realização de exames médicos, o arguido Érico Ribeiro contava com o auxílio do arguido Manuel António Alves Gonçalves, médico de medicina do trabalho que emitia, a pedido daquele e em nome dos ditos indivíduos que se inscreviam em tais cursos, o respetivo atestado médico/fichas de aptidão, sem a presença dos formandos”, refere a acusação.

Em contrapartida, o clínico recebia 20 euros, pagos pelo arguido Érico Ribeiro.

Em causa estão crimes de associação criminosa, falsificação de documento.

REGIÕES

LISBOA: ATIVISTAS DO CLIMÁXIMO EM JULGAMENTO PROMETEM CONTINUAR PROTESTOS

Os ativistas do movimento ambientalista Climáximo assumiram não esperar muito do julgamento que começa hoje no Campus da Justiça, em Lisboa, e garantiram que vão continuar as ações de protesto e denúncia da crise climática.

Online há

em

Os ativistas do movimento ambientalista Climáximo assumiram não esperar muito do julgamento que começa hoje no Campus da Justiça, em Lisboa, e garantiram que vão continuar as ações de protesto e denúncia da crise climática.

“Para o julgamento em si não tenho muitas expectativas. A partir do momento em que governos e empresas, com conhecimento da crise climática, continuam ativamente, premeditadamente e conscientemente a expandir a indústria fóssil e a investir na nossa morte…”, afirmou Maria Mesquita, uma dos 11 ativistas que vão responder em tribunal pelos crimes de desobediência civil e interrupção das comunicações.

Em declarações aos jornalistas, a ativista preferiu destacar as “Assembleias de Abril” que o grupo ambientalista vai organizar nas imediações do tribunal para refletir sobre “os próximos passos” e para tentar captar o apoio das pessoas, acrescentando que se os apoiantes do Climáximo forem condenados, isso será apenas a “reiteração da guerra declarada dos governos e das empresas à sociedade”.

“Vamos continuar a resistir da forma que nos for possível e da forma que for necessária. Não existe nada mais que nós possamos estar a fazer neste momento. A partir do momento em que estas pessoas escolhem conscientemente colocar toda a nossa vida em risco, não existe mais nada que nós possamos fazer. Nós vamos continuar”, disse.

Maria Mesquita fez ainda um paralelismo entre a resistência dos ativistas climáticos com a resistência contra a ditadura do Estado Novo.

“Sabemos que estamos a fazer aquilo que é correto. Estamos a três dias de celebrar os 50 anos do 25 de Abril… da mesma forma que as pessoas que lutavam então pela liberdade resistiram e construíram um movimento de resistência popular, é isso que nós estamos a fazer e vamos continuar a fazer”, referiu, acrescentando: “Não iríamos pedir ao próprio Salazar que acabasse com a ditadura e a guerra colonial, tiveram de ser as pessoas a tomar essa responsabilidade”.

Defendeu ainda o objetivo de “abrir um debate na sociedade” para reconhecer e combater de forma efetiva a crise climática, considerando que os governos não mostraram vontade em debater soluções para esta situação.

“Já tentámos dialogar com as instituições e a resposta delas continua a ser investir em combustíveis fósseis. São planos para um gasoduto em Portugal, para um novo aeroporto… essas pessoas continuam a condenar-nos à morte, portanto, não queremos dialogar mais com estas pessoas, queremos dialogar com a sociedade”, concluiu.

O julgamento dos 11 ativistas, que respondem em tribunal pelo bloqueio da Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, em dezembro de 2023, tem audiências marcadas até quarta-feira.

Os ambientalistas têm idades entre os 20 e os 58 anos e, em caso de condenação, arriscam penas superiores a um ano de prisão.

LER MAIS

REGIÕES

GUARDA: CONFERÊNCIA ABORDA NOVA DIRETIVAS SOBRE A CIBERSEGURANÇA

Um estudo sobre o impacto em Portugal da nova diretiva europeia que implica um grande investimento na segurança informática vai ser apresentado no Instituto Politécnico da Guarda, em maio, na 5.ª Conferência Internacional de Cibersegurança.

Online há

em

Um estudo sobre o impacto em Portugal da nova diretiva europeia que implica um grande investimento na segurança informática vai ser apresentado no Instituto Politécnico da Guarda, em maio, na 5.ª Conferência Internacional de Cibersegurança.

A iniciativa realiza-se em 08 e 09 de maio e deverá contar com representantes das multinacionais do setor que irão partilhar as medidas que estão a ser tomadas para se prepararem contra o cibercrime, anunciou em comunicado enviado à agência Lusa o Instituto Politécnico da Guarda (IPG).

Na iniciativa, que conta com a participação de entidades espanholas e portuguesas, será apresentado o primeiro estudo de impacto em Portugal da nova diretiva europeia de cibersegurança, a NIS 2.

O estudo incide sobre a diretiva que entra em vigor a 17 de outubro e que, de acordo com a organização da conferência, vai obrigar as empresas e um grande número de serviços públicos nacionais a realizar grandes investimentos e a colocar a segurança informática no topo das agendas dos seus presidentes e administradores.

O trabalho será apresentado pela jurista especializada em Tecnologia e Meios Digitais e em proteção de dados, Joana Mota Agostinho, que considera que a cibersegurança vai ser a grande questão estratégica da gestão de topo pública e privada nos próximos anos.

A especialista defende que a nova diretiva vai criar uma cultura de cibersegurança europeia.

“Quem não levar este desafio a sério vai, não só ficar exposto a todo o tipo de ataques, mas também a um quadro sancionatório muito pesado”, afirma Joana Mota Agostinho, advogada do escritório Cuatrecasas.

A NIS2 sucede à NIS (network and information systems), a diretiva com que a União Europeia condensou em 2020 a sua estratégia para a cibersegurança e que passa a ter um âmbito de aplicação alargado.

Passam a estar abrangidas entidades que prestem serviços no setor bancário, mercado financeiro, fornecedores e infraestruturas digitais, gestão de serviços TIC, saúde, serviços postais, energia, transportes, espaço, indústria transformadora, certos tipos de produção e de distribuição e também a administração pública.

Este tema será também abordado por José Capote, diretor de Estratégia de Redes da Huawei em Espanha, que irá partilhar a visão de um fabricante mundial sobre os impactos da diretiva NIS2 nas boas práticas na área da segurança.

Outro dos assuntos em destaque será a inteligência artificial.

“Face à relevância e avanços da inteligência artificial, esta 5.ª edição da Conferência Internacional irá proporcionar aos seus participantes a possibilidade de explorar novas ferramentas muito inovadoras e realizar exercícios de cibersegurança”, afirma Pedro Pinto, responsável pela área de Cibersegurança do IPG e um dos coordenadores da conferência.

Haverá ainda intervenções sobre a ascensão da computação quântica, o ecossistema da aviação e o seu impacto nos níveis de segurança e uma mesa-redonda sobre as ameaças e os contributos que as gigantes tecnológicas poderão dar na luta contra o cibercrime.

O presidente do IPG, Joaquim Brigas, assinala que a iniciativa “vai ser o primeiro debate nacional sobre esta questão estratégica para a União Europeia e para Portugal e o maior evento de cibersegurança do interior do país”.

LER MAIS
Subscrever Canal WhatsApp
RÁDIO ONLINE
ASSOCIAÇÃO SALVADOR, HÁ 20 ANOS A TIRAR SONHOS DO PAPEL

LINHA CANCRO
DESPORTO DIRETO
A RÁDIO QUE MARCA GOLOS
FAMALICÃO X SPORTING




A RÁDIO QUE MARCA GOLOS
PORTO X VIZELA




A RÁDIO QUE MARCA GOLOS
AROUCA X SPORTING




A RÁDIO QUE MARCA GOLOS
PORTO X BENFICA




RÁDIO REGIONAL NACIONAL: SD | HD



RÁDIO REGIONAL VILA REAL


RÁDIO REGIONAL CHAVES


RÁDIO REGIONAL BRAGANÇA


RÁDIO REGIONAL MIRANDELA


MUSICBOX

WEBRADIO 100% PORTUGAL


WEBRADIO 100% POPULAR


WEBRADIO 100% BRASIL


WEBRADIO 100% ROCK


WEBRADIO 100% OLDIES


WEBRADIO 100% LOVE SONGS


WEBRADIO 100% INSPIRATION


WEBRADIO 100% DANCE

KEYWORDS

FABIO NEURAL @ ENCODING


ASSOCIAÇÃO SALVADOR, HÁ 20 ANOS A TIRAR SONHOS DO PAPEL
NARCÓTICOS ANÓNIMOS
PAGAMENTO PONTUAL


MAIS LIDAS