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BOMBEIROS SEM VERBA PARA EMERGÊNCIAS NO TÚNEL DO MARÃO

Não há dinheiro mas acções de emergência no túnel do Marão. Quem o diz é a corporação de Bombeiros de Vila Real que alerta para a necessidade de investimento.

“É um risco acrescido às nossas tarefas, e não está a ser tido em conta na atribuição de subsídios por parte da Autoridade Nacional de Proteção Civil [ANPC].”

A preocupação é do comandante da Cruz Branca de Vila Real, uma das corporações que respondem nas intervenções no túnel do Marão. Segundo o responsável, sem verbas será difícil assegurar que os meios estejam disponíveis, em número suficiente. “Temos uma Equipa de Intervenção Permanente, que trabalha oito horas diárias. Já houve por parte da nossa direcção a preocupação de pagar algumas horas extra, para garantir socorro por dez ou doze horas”, explica Orlando Matos.

Os bombeiros aguardam desde a abertura a realização de um simulacro em contexto real nos 6 quilómetros de túnel, que abriu em maio de 2016, já que o único teste foi feito há dois anos, em abril, com as galerias ainda fechadas. Para Orlando Matos, a infraestrutura não pode ser tratada “só como a galinha dos ovos de ouro” e é necessário investir na prevenção.

O voluntariado é a base daquele corpo de bombeiros – dos 100 elementos do corpo activo, 84 são voluntários -, o que tem levado a pensar em algumas medidas para reforçar o efectivo no quartel. “Há quase um ano que andamos a estudar a hipótese de aplicar grande parte do dinheiro que nos é atribuído pela ANPC, cerca de 5 mil euros, em incentivos monetários para os voluntários, para que nos possam assegurar o serviço 24 horas por dia”, desabafou.

Tânia Rei | CM

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