Opositores à mina de lítio em Covas do Barroso, no concelho de Boticas, iniciaram esta manhã um bloqueio aos trabalhos da empresa Savannah Resources. A ação decorre em terrenos sob servidão administrativa, em protesto contra o que a população local classifica como a imposição do projeto mineiro.
Um grupo de cerca de trinta populares iniciou, esta manhã, um bloqueio às operações da Savannah Resources na freguesia de Covas do Barroso, localizada no concelho de Boticas. O protesto decorre em terrenos abrangidos por servidão administrativa e visa suspender de imediato a realização de sondagens e intervenções geotécnicas associadas ao projeto de exploração de lítio.
O presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso, Nélson Gomes, confirmou que a manifestação visa a interrupção direta dos trabalhos e considerou necessária a escalada da resistência face à ausência de diálogo e à inflexibilidade demonstrada pelo Governo relativamente às preocupações da comunidade local. O dirigente recordou que tanto as parcelas comunitárias como as propriedades privadas pertencem por direito à população da região.
Em maio, o Ministério do Ambiente viabilizou uma segunda servidão administrativa temporária que abrange vinte e quatro parcelas para trabalhos preparatórios do Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Engenharia. A medida tinha sido alvo de contestação judicial pelos Baldios de Covas do Barroso, que motivou a paragem cautelar dos trabalhos durante cerca de vinte dias, antes de ser reativada por via de resolução fundamentada do executivo.
Os manifestantes garantem que a contestação se irá manter ativa perante a recusa em aceitar a instalação da mina a céu aberto em território barrosão.

