Cerca de 350 idosos do concelho de Bragança vão participar no projeto transfronteiriço Iberlongeva, apresentado esta quinta-feira. A iniciativa, que envolve um total de mil pessoas de Bragança, Zamora e Ourense, visa criar um observatório de longevidade para identificar sinais de fragilidade e emitir recomendações preventivas.
O estudo, que arranca no início do próximo ano e dura dois anos, junta o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), a Universidade de Salamanca e a Universidade de Vigo. Hélder Fernandes, coordenador em Portugal, explica que o objetivo é perceber porque é que no Nordeste Transmontano a esperança de vida a partir dos 65 anos é superior à média nacional (mais 22 anos contra 19). Serão analisados fatores como condições sociais, atividade física, nutrição e saúde mental.
Juan Martín, da Universidade de Salamanca, sublinhou a necessidade de mudar o paradigma dos sistemas de saúde, focando mais na prevenção e menos na cura da doença instalada. Atualmente, um quinto da população de Bragança tem mais de 65 anos, estimando-se que em 2050 este valor suba para um terço, o que torna urgente a implementação de medidas de envelhecimento ativo.
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