A decisão da Caixa de Crédito Agrícola de reduzir o horário de funcionamento da agência de Parada, no concelho de Bragança, gerou uma onda de indignação entre autarcas e população. O balcão, que até agora funcionava de segunda a sexta-feira, passou a abrir portas apenas às terças e quintas-feiras, uma medida justificada pela instituição com o baixo número de movimentos.
Herve Gonçalo, presidente da Junta de Freguesia de Parada, contesta os argumentos e lembra que esta agência serve não só a sua aldeia, mas também mais de dez localidades vizinhas, num planalto com forte dinâmica empresarial, incluindo construção civil, fumeiro e IPSS. “É um serviço de proximidade essencial”, defende o autarca, criticando a falta de dados concretos por parte do banco para justificar o corte.
Em resposta, as freguesias de Parada, Pinela, Coelhoso e Grijó lançaram um abaixo-assinado que já recolheu centenas de assinaturas. Para esta sexta-feira está agendada uma reunião entre os autarcas, responsáveis de lares e a administração do banco. A mensagem é clara: se o serviço não for reposto, a população e as empresas admitem transferir as suas contas para outras entidades bancárias em Bragança. Situação idêntica foi reportada em Chacim (Macedo de Cavaleiros), onde o balcão passou a abrir apenas meio dia por semana.
