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BRAGANÇA: GREVE ENCERRA BLOCO OPERATÓRIO

A greve dos médicos da região norte fechou hoje todos os blocos operatórios dos três hospitais do distrito de Bragança, com o cancelamento de 22 cirurgias, informou a representante dos sindicatos.

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LUSA

A greve dos médicos da região norte fechou hoje todos os blocos operatórios dos três hospitais do distrito de Bragança, com o cancelamento de 22 cirurgias, informou a representante dos sindicatos.

De acordo com dados avançados à Lusa pela sindicalista Isabel Fernandes, hoje “não se vão realizar cirurgias nos três hospitais da ULS” do Nordeste (Unidade Local de Saúde), com 12 canceladas em Mirandela, seis em Macedo de Cavaleiros e quatro em Bragança.

A greve não teve impacto durante a manhã de hoje nas consultas externas do principal hospital da região, o de Bragança, mas já no centro de saúde de Santa Maria alguns utentes não tiveram consultas.

Maria Barreira estava à espera da consulta com o médico de família desde julho, mas hoje fez apenas um exame de rotina, no centro de saúde de Santa Maria, pois a consulta foi adiada pela greve.

O mesmo aconteceu à filha Cidália Alexandre que precisa de medicação e de renovar a baixa médica, que termina hoje, mas terá de voltar na quinta-feira a ver se consegue ser atendida.

Nas consultas externas do hospital de Bragança, ninguém, entre os que aguardavam na manhã de hoje consulta, teve surpresas. Nas dez especialidades que estavam a funcionar, apenas houve greve na pediatria e os doentes foram informados antecipadamente.

Isabel Rodrigues esperava pela consulta de Neurologia. Não tinha conhecimento da greve dos médicos, mas estava descansada porque já tinha ouvido “a doutora a chamar” outros doentes.

Ana Gomes acompanhava uma utente do lar de Agrochão, em Vinhais, numa consulta de Neurologia, e confessou à Lusa que se deslocaram a Bragança “na ignorância” da greve, mas tiveram “sorte” pois a doutora estava.

Também Carminda Alves não sabia da greve dos médicos quando viajou hoje de manhã de Mogadouro para Bragança, contudo soube logo que chegou que ia ser atendida, assim como Maria Luísa Afonso, que aguardava consulta de cirurgia. “Ai há greve?” foi a expressão de surpresa mais ouvida pela Lusa entre os utentes.

Cerca de 300 médicos prestam serviço nos centros de saúde e hospitais da ULS do Nordeste.

Na manhã de hoje registou-se uma adesão à greve “global de 20/25%”, segundo Isabel Fernandes, representante dos sindicatos. São, de acordo com a sindicalista, “valores idênticos à greve de maio”.

“As condições que levaram à greve são as mesmas, (por isso) são os que estão a fazer greve hoje”, afirmou.

A ULS do Nordeste não disponibiliza dados sobre a greve e consequências.

Os médicos da região norte estão desde as 00:00 de hoje em greve, um dia de paralisação regional que nas próximas semanas vai repetir-se nas restantes zonas do país. A greve foi convocada pelos dois sindicatos médicos – Sindicato Independente dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos.

Veja ainda: MÉDICOS DA REGIÃO NORTE EM GREVE

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PEDRÓGÃO GRANDE: SETE ANOS DEPOIS DO TRÁGICO INCÊNDIO MUITO FALTA FAZER

Sete anos passam hoje sobre o dia em que eclodiu, em Pedrogão Grande, o incêndio florestal que se viria a tornar o mais mortífero de sempre em Portugal, mas, no terreno, muito falta fazer desde aqueles dias fatídicos.

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Sete anos passam hoje sobre o dia em que eclodiu, em Pedrogão Grande, o incêndio florestal que se viria a tornar o mais mortífero de sempre em Portugal, mas, no terreno, muito falta fazer desde aqueles dias fatídicos.

O incêndio que começou em Pedrógão às 14:43, na localidade de Escalos Fundeiros, do dia 17 de junho de 2017, estendeu-se com grande violência aos concelhos de Castanheira de Pêra e de Figueiró dos Vinhos, no interior do distrito de Leiria. Ao final da noite de dia 17, o país recebia a notícia da morte de 19 pessoas, número que foi sendo atualizado durante as horas e dias seguintes, culminando em 66 vítimas mortais, 253 feridos, sete dos quais graves, e na destruição de meio milhar de casas e 50 empresas.

Sete anos volvidos, as recentes intervenções públicas de responsáveis políticos locais e nacionais por ocasião das comemorações do Dia de Portugal, ou o testemunho de residentes nos três concelhos mais afetados pelos incêndios, coincidem na análise de que muito ainda falta fazer naqueles territórios do Centro do país.

Despovoamento, envelhecimento da população, falta de empregos qualificados ou de ordenamento e gestão da floresta, falhas nas comunicações, vias de comunicação perigosas ou serviços públicos deficientes, são, afinal, problemas coincidentes com dezenas de concelhos do interior português. A necessidade de coesão do território nacional é incessantemente repetida, mas, naqueles territórios, esse desígnio tarda em cumprir-se.

Com a agravante de que, na zona de Pedrógão Grande, houve um incêndio mortífero como não havia memória até então, e, nas suas consequências, há quem, nos dias de hoje, ainda espere por uma casa nova — pelo menos quatro de primeira habitação estão por reconstruir — ou quem continue a procurar ajuda médica na área da saúde mental, porque há traumas psicológicos que não passam e o som de uma sirene dos bombeiros ouvida pelas serranias fora leva a população a inquietar-se, outra vez.

A tragédia de Pedrógão Grande levou à criação de uma Associação de Vítimas, cuja presidente defendeu recentemente a criação de um centro interpretativo dos incêndios de 2017, sustentado nos relatórios científicos dos especialistas que os investigaram, “para as pessoas poderem compreender aquilo que aconteceu”.

Também no âmbito criminal houve uma investigação, que visou apurar eventuais responsabilidades, e resultou num julgamento com 11 arguidos, entre os quais o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, então responsável pelas operações de socorro, ou os presidentes de Câmara de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. Foram todos absolvidos pelo Tribunal de Leiria, em setembro de 2022, que considerou que os mortos e feridos provocados pelos incêndios não foram resultado da ação ou omissão dos arguidos.

Antes, em janeiro de 2022, o mesmo Tribunal de Leiria, condenou 14 arguidos de um total de 28 – incluindo o antigo presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, e o então vereador Bruno Gomes – que estavam acusados num processo relacionado com a reconstrução de casas na sequência dos incêndios.

Valdemar Alves foi condenado na pena única de sete anos de prisão, tendo sido provada a prática de 13 crimes de prevaricação de titular de cargo político e 13 crimes de burla qualificada, três na forma tentada. Recorreu para o Tribunal da Relação de Coimbra, que julgou parcialmente procedente o recurso, e viria a reduzir a pena para cinco anos de prisão, suspensa por iguais cinco anos, condenando o ex-autarca por um crime de prevaricação e outro de burla qualificada, ambos na forma continuada.

Um Memorial às Vítimas dos Incêndios de 2017 foi inaugurado a 15 de junho de 2023 junto à Estrada Nacional (EN) 236-1, na zona de Pobrais, na via que liga Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, onde a maioria das vítimas mortais da tragédia de Pedrógão Grande foi encontrada.

O monumento contém o nome das 115 vítimas mortais dos fogos naquele ano, as 66 registadas em Pedrógão Grande e as 49 dos fogos de outubro do mesmo ano na região Centro, que provocaram ainda a destruição, total ou parcial, de cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas.

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PORTO, VIANA DO CASTELO E BRAGA COM AVISO AMARELO DEVIDO À CHUVA – HOJE

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga sob aviso amarelo na segunda-feira devido à chuva, que poderá ser forte.

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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga sob aviso amarelo na segunda-feira devido à chuva, que poderá ser forte.

Segundo o IPMA, os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga estão com aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, entre as 12:00 e as 21:00 de segunda-feira.

O IPMA prevê, para estes três distritos, precipitação persistente, que por vezes será forte.

O aviso amarelo é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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