O lixo produzido em casa na preparação de legumes e outra matéria orgânica pode vir a servir para despoluir águas ruças, como as de lagares e indústria têxtil, ou ser aproveitado para blocos usados na construção, segundo um projeto ibérico.
Há quase dois anos que a comunidade científica e empresas estão a desenvolver investigação, com resultados já comprovados em laboratório, no âmbito do projeto transfronteiriço VALORCOMP, com um orçamento superior a um milhão de euros, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP).
O projeto resultou de um desafio lançado pela Resíduos do Nordeste, a empresa responsável pelo tratamento do lixo no distrito de Bragança, à comunidade científica e tecnológica.
Tem como parceiros do lado português o Instituto Politécnico de Bragança e, em Espanha, a Fundação Cidaut, a empresa especialista em inovação na área da energia Nertatec e a Universidade de Valladolid.

LUSA

