A Câmara Municipal de Bragança, agora sob a liderança de Isabel Ferreira (PS), anunciou esta sexta-feira que pediu “um apuramento rigoroso do estado de execução física e financeira” do polémico projeto do Museu da Língua Portuguesa.
Num comunicado enviado à Lusa, o município justifica a auditoria devido à “elevada complexidade, quer do ponto de vista técnico, quer financeiro” da intervenção nos antigos silos da cidade. A autarquia adianta que está a decorrer “um tratamento e uma análise da averiguação do ponto de situação” e que, assim que este trabalho estiver concluído, “prestará uma comunicação detalhada”.
A obra, um projeto único em Portugal (com paralelo apenas no Brasil), está envolta em controvérsia. A construção arrancou em 2021 e tinha conclusão prevista para 2023. No entanto, a empreitada esteve “emperrada”, foi três vezes a concurso público e viu o último processo ser contestado em tribunal, o que bloqueou os trabalhos até ao início de 2023.
Atualmente, a taxa de execução “é baixa” e, devido aos atrasos, o custo da obra disparou dos 9 milhões de euros iniciais para um valor que ultrapassa os 16 milhões de euros.
Durante a campanha eleitoral que a levou à presidência, Isabel Ferreira foi muito crítica da gestão do anterior executivo (PSD), acusando-o de ter perdido financiamento externo que deveria ter sido investido nesta obra. Esta auditoria é, assim, uma das primeiras medidas da nova presidente para avaliar o estado de um dos projetos mais caros e problemáticos do concelho.
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