Duas partes distintas com oportunidades do Casa Pia na primeira parte e do Benfica na segunda, que foi eficaz na excelente ação individual do mal-amado Arthur Cabral.
Casa Pia bem organizado no regresso ao esquema tático de 3 centrais controlou praticamente todas as iniciativas ofensivas do Benfica na primeira parte e em transição construiu boas oportunidades para marcar. Na segunda parte não conseguiu sair da pressão que o Benfica exerceu e não criou nenhuma oportunidade para marcar.
O Benfica com Marcos Leonardo na frente de ataque, foi previsível, lento e sem capacidade de desequilíbrio na primeira parte e na transição defensiva só não foi surpreendido porque Larranzabal não acertou na baliza quando tinha todas as possibilidades para marcar. Roger Schmidt fez entrar David Neres e Arthur Cabral e a dinâmica ofensiva foi substancialmente diferente. Foi com naturalidade que Arthur Cabral numa excelente iniciativa individual deu a vitória ao Benfica que depois do golo, geriu a posse de bola e o resultado sem sofrer grandes sobressaltos.
Os melhores no Casa Pia foram os 3 centrais, Fernando Varela, Zolotic e Duplex que deram grande segurança defensiva, bem ajudados por Ângelo Neto que também fez um bom jogo.
Nos encarnados, Arthur Cabral foi o melhor e neste momento é um jogador com mais capacidade do que Tengstedt e Marcos Leonardo que no jogo de hoje foi provavelmente o jogador com menor rendimento de todos os que estiveram em Rio Maior. António Silva Otamendi e João Neves também se exibiram melhor do que os colegas.
O árbitro Cláudio Pereira, apesar de ter cometido alguns erros, próprios do seu critério largo, não influenciou o resultado e beneficiou o espetáculo. Dúvida na atitude arriscada de Aursnes que agarrou a bola com as mãos no limite da linha de fundo.
José Augusto Santos, Comentador Desportivo e Treinador de Futebol Nível IV UEFA Pro.
Fonte: Vídeo Sport TV

