Mário Centeno nota um bom comportamento em todos os indicadores relativos ao segundo trimestre e por isso acredita que a economia poderá crescer acima dos 3% entre abril e junho, em termos homólogos.
“Todos os indicadores que temos do segundo trimestre mostram uma aceleração homóloga muito significativa do crescimento. Isso pode significar, por exemplo, e esse número vou arriscá-lo, que o crescimento do segundo trimestre venha a ser superior a 3% em termos homólogos dada a aceleração que estamos a assistir”, explica o ministro.
O responsável pela pasta das Finanças explica que dada a aceleração, “a partir daí, o país atinge patamares da economia, em termos de funcionamento que mostram alguma sustentabilidade”.
Questionado sobre se concorda que em 2017 Portugal terá um crescimento claramente acima de 2%, Mário Centeno disse: “sim, acho que é pacífico afirmar tal coisa”, sublinhando o ministro das Finanças que “não estamos a falar apenas de um trimestre de crescimento forte, são três trimestres consecutivos de um crescimento bastante forte desde o terceiro trimestre de 2016”.
O responsável das finanças nacionais sublinha que “há uma aceleração da atividade, sustentada em exportações e investimento” algo com “condições de permanecer durante vários trimestres”.
Mário Centeno assinala ainda que “os números de convergência da economia portuguesa no primeiro trimestre são enormes uma vez que o país avançou mais dois terços em termos de crescimento do PIB do que a União Europeia, e isso é um valor muito significativo”.
“E antecipamos que essa tendência de convergência se mantenha ao longo de todo o ano de 2017 e o desejo de todos é que ela se possa prolongar por 2018”, destacou.
Nesta entrevista à agência Reuters, publicada dois dias após a decisão da Comissão Europeia sobre o Procedimento de Défices Excessivos, o ministro das Finanças sublinha que a saída pode permitir uma melhoria nas condições de financiamento, não só para o país mas também para as empresas e para as famílias.

