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CENTRO HOSPITALAR DE TRÁS OS MONTES INVESTE 12 MILHÕES ATÉ 2020

O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) vai investir 12 milhões de euros até 2020 num acelerador linear para radioterapia, na melhoria da eficiência energética, no bloco de partos ou na implementação do balcão único.

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O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) vai investir 12 milhões de euros até 2020 num acelerador linear para radioterapia, na melhoria da eficiência energética, no bloco de partos ou na implementação do balcão único.

O presidente do conselho de administração, João Oliveira, disse hoje à agência Lusa que, entre 2019 e 2020, vai ser concretizado um “importante investimento” no CHTMAD, que tem sede social em Vila Real e agrega os hospitais de Chaves e de Lamego.

Nomeadamente, destacou, a aquisição de um segundo acelerador linear, autorizada recentemente, que representa um investimento de 4,9 milhões de euros e vai reforçar a unidade de radioterapia do centro oncológico, que entrou em funcionamento há 11 anos.

João Oliveira salientou que se trata de um equipamento que vai permitir fazer mais tratamentos, mais complexos e precisos, tratar outro tipo de cancros e evitar deslocações de utentes ao Porto.

De acordo com o responsável, será possível realizar até 100 tratamentos por dia, atualmente são 60, evitar-se-ão paragens devido a avarias no equipamento e o centro hospitalar poderá receber internos desta especialidade.

João Oliveira adiantou que vai ser lançada já em maio a parte do concurso público que é para executar ainda em 2019, que corresponde a 200 mil euros, e depois, até final de junho, é lançado o concurso para aquisição do acelerador linear.

A expectativa, segundo o presidente do conselho de administração, é que entre em funcionamento até ao final de 2020.

Dentro de um mês, segundo o responsável, deverá abrir a unidade clínica e ambulatório médico, ligada ao serviço de Medicina Interna de Vila Real, que vai proporcionar consultas em “tempo útil” para doentes já referenciados, por exemplo, a nível da diabetes, insuficiência cardíaca ou respiratória.

O objetivo é a prevenção, a proximidade, um atendimento mais rápido de doentes, evitar idas às urgências e internamentos.

A unidade vai custar 180 mil euros e conta com financiamento da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

João Oliveira destacou também o investimento de 4,6 milhões de euros na melhoria da eficiência energética dos edifícios de Vila Real, com intervenções, por exemplo, a nível da renovação de caixilharias, vidros ou caldeiras, e que conta com financiamento no âmbito do programa operacional POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos).

Com este projeto será introduzida climatização para o frio, para arrefecimento do hospital durante o verão.

Entre os projetos previstos está também a remodelação do bloco de partos, um serviço que possui 30 anos, permitindo que acompanhantes passem a poder estar com a mulher durante o parto.

A intervenção poderá custar 800 mil euros, foi aprovada pelo Ministério da Saúde e aguarda financiamento na próxima recalendarização dos fundos comunitários.

Este bloco de partos serve o distrito de Vila Real e recebe ainda utentes de alguns concelhos de Viseu e Bragança. Em 2018, foram realizados 1.290 partos, menos 63 do que em 2017.

Nos projetos do “balcão único” e do “percurso do utente”, que visam melhorar o atendimento hospitalar e a interação do utente com o CHTMAD, vai ser aplicada uma verba de um milhão de euros.

João Oliveira, que está de saída do centro hospitalar, elencou ainda um investimento de 7,3 milhões de euros, nos três anos que correspondem ao seu mandato, em várias obras e equipamentos para o CHTMAD como três TAC, um raio X, ressonância magnética ou material médico cirúrgico.

LUSA

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