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INTERNACIONAL

CIBERATAQUE AO MAIOR BANCO DA CHINA PERTURBA MERCADOS FINANCEIROS

Uma empresa de serviços financeiros do maior banco da China afirma ter sido afetada por um ciberataque que paralisou parte das operações e que terá perturbado as transações no mercado do Tesouro dos Estados Unidos.

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Uma empresa de serviços financeiros do maior banco da China afirma ter sido afetada por um ciberataque que paralisou parte das operações e que terá perturbado as transações no mercado do Tesouro dos Estados Unidos.

A subsidiária Serviços Financeiros do Banco Comercial e Industrial da China (ICBC, na sigla em inglês) gere transações e outros serviços para instituições financeiras.

Em comunicado, publicado sexta-feira no seu portal oficial, a empresa refere que o ataque desta semana perturbou algumas das suas operações, mas que desativou partes dos sistemas afetados para limitar o impacto.

Este tipo de ataque bloqueia o utilizador de aceder aos seus ficheiros ou dispositivo, e depois exige um pagamento anónimo para restaurar o acesso.

A empresa, com sede em Nova Iorque, disse que está a investigar o incidente e que comunicou o problema às autoridades.

Todas as transações de títulos da dívida norte-americana executadas na quarta-feira e as transações de financiamento com acordo de recompra na quinta-feira foram autorizadas, disse a empresa.

A subsidiária do ICBC afirmou que os sistemas bancários, de correio eletrónico e outros sistemas não foram afetados.

Segundo o jornal britânico Financial Times, a Associação da Indústria de Valores Mobiliários e dos Mercados Financeiros comunicou pela primeira vez aos seus membros, na quarta-feira, que a ICBC Financial Services tinha sido atingida por um ataque de ‘ransomware’.

O ataque impediu a empresa de liquidar as transações do Tesouro em nome de outros participantes no mercado, de acordo com comerciantes e bancos. Algumas transações de ações foram também afetadas.

Segundo o Financial Times, os investidores, incluindo fundos e gestores de ativos, reencaminharam as transações devido à perturbação e o ataque teve algum efeito na liquidez do mercado do Tesouro, mas não prejudicou o funcionamento geral do mercado.

A empresa não forneceu mais pormenores, mas informação divulgada pela imprensa internacional refere que o ataque foi perpetrado pelo LockBit, um grupo de pirataria de língua russa que não visa os antigos países soviéticos.

É uma dos grupos mais eficientes, de acordo com a empresa de segurança cibernética Emsisoft. Ativo desde setembro de 2019, o grupo já atacou milhares de organizações.

INTERNACIONAL

BARCELONA VAI ACABAR COM O ALOJAMENTO LOCAL ATÉ 2028

A autarquia de Barcelona não vai conceder mais licenças para alojamento local e não renovará as que existem, o que acabará com os apartamentos para turistas no final de 2028, anunciou o presidente da câmara da cidade.

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A autarquia de Barcelona não vai conceder mais licenças para alojamento local e não renovará as que existem, o que acabará com os apartamentos para turistas no final de 2028, anunciou o presidente da câmara da cidade.

Uma das cidades com mais turismo na Europa, Barcelona tem atualmente 10.101 alojamentos locais oficialmente registados e um dos objetivos da medida é que entrem no mercado de habitação, tanto de arrendamento como de venda, disse Jaume Collboni.

Segundo o autarca socialista, nos últimos dez anos, o arrendamento de casas em Barcelona subiu 68% e o de venda 38%.

Collboni disse ser por isso necessário aumentar a oferta e continuar com as medidas de regulação dos preços das rendas, “para os preços não subirem tanto ou começarem a baixar e as pessoas não terem de deixar a cidade”.

O autarca, que falava numa conferência de imprensa, anunciou ainda a flexibilização de regras relacionadas com a construção e reabilitação de casas, com o mesmo objetivo.

Em relação ao alojamento local, o município vai aplicar uma lei nova do governo regional da Catalunha (no nordeste de Espanha) que prevê que as licenças para este tipo de ocupação das casas passem a ter um prazo de cinco anos, após o qual podem ou não ser renovadas.

Neste contexto, as licenças atuais terminarão em novembro de 2028 e, segundo disse hoje Collboni, não serão renovadas.

O objetivo, afirmou, é que em Barcelona “cesse completamente a atividade dos apartamentos turísticos e que nessa data 10 mil casas entrem no mercado de arrendamento ou de venda para serem habitados de forma regular pelos residentes de Barcelona”.

A autarquia considera que os atuais proprietários de alojamentos locais para turistas não terão direito a indemnizações, uma vez que a lei do governo regional definiu um prazo de cinco anos até à extinção das licenças como, precisamente, uma compensação para os donos.

Com este anúncio sobre o alojamento local – apartamentos e casas destinadas a ocupação por turistas – Barcelona junta-se a outras cidades, como Nova Iorque, nos Estados Unidos, que avançaram com medidas semelhantes.

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INTERNACIONAL

NATO: PORTUGAL PREPARA PLANO CUMPRIR A META DE 2% DE GASTOS EM DEFESA

Portugal precisa recuperar o atraso para cumprir a meta de gastos de 2% do PIB em defesa até 2030, e vai apresentar um plano na cimeira da organização, em julho em Washington, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.

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Portugal precisa recuperar o atraso para cumprir a meta de gastos de 2% do PIB em defesa até 2030, e vai apresentar um plano na cimeira da organização, em julho em Washington, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Falando em Lisboa à margem do encerramento da 8.ª edição do Legislators Dialogue, promovida pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), Paulo Rangel indicou que está “a ser ultimado um plano credível”, no sentido de ser partilhado com os outros estados-membros da Aliança Atlântica, na cimeira de líderes com início agendado para 09 de julho.

Segundo o chefe da diplomacia portuguesa, os 2% do PIB até 2030 continuam a servir de referência no compromisso de Lisboa, mas houve uma regressão, “não em valor mas em percentagem, e o atraso precisa ser recuperado”.

As metas que estavam atingidas têm que ser em refeitas, têm que ser reconstruídas para garantir que chegamos aos 2% em 2030 e agora não há dúvida de que, com alguns novos investimentos que também a NATO está a pedir, penso que isso será alcançável”, afirmou.

Paulo Rangel considerou que este “é um ponto muito importante para credibilizar a posição de Portugal”, numa fase em que vários países aliados já ultrapassam os 3% em relação ao compromisso mínimo de 2% reafirmado na última cimeira da Aliança Atlântica, no ano passado em Vílnius.

Este foi aliás um dos pontos levantados no diálogo que o governante manteve hoje com políticos norte-americanos lusodescendentes na iniciativa promovida pela FLAD, em concreto pelo congressista democrata Jim Costa, no contexto da invasão russa da Ucrânia.

Neste momento, segundo Paulo Rangel, Portugal gasta 1,51% do PIB em defesa e deverá atingir 1,56% até ao final do ano.

De acordo com um relatório da NATO sobre a despesa de cada estado-membros entre 2014 e 2024, Portugal foi o sétimo aliado que menos gastou em defesa, estimando uma despesa de 1,55% do PIB até ao final do ano.

No ano passado, o Governo apontou para 1,64%, mas investiu 1,48%, de acordo com a informação disponibilizada em abril deste ano.

O ministro dos Negócios Estrangeiros não antecipa nenhuma tensão entre Lisboa e os aliados que investem neste momento mais do dobro, indicando que já falou pelo menos duas vezes com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, sobre este assunto.

Do mesmo modo, Paulo Rangel duvida que seja aprovado na cimeira em Washington o aumento da meta para 2,5% que os países bálticos já anunciaram que vão propor.

“Obviamente, eles sentem uma ameaça, digamos, muito próxima [da Rússia]. Portanto, é possível que isso venha acontecer, mas não me parece que vá acontecer nesta cimeira”, comentou.

O plano que Portugal vai preparar até à cimeira “não é uma mudança de estratégia”, mas, insistiu o ministro, significa que “é preciso acelerar o passo”.

O gasto militar de todos os membros da organização ultrapassa mais de 70% do total de despesa militar global, apesar de alguns países não terem ainda atingido a meta de investir pelo menos 2% do PIB no setor de defesa, um tema que voltou à atualidade com a ameaça colocada pela invasão russa da Ucrânia.

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