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NOTÍCIAS

CLONAGEM DE HUMANOS NA CHINA

A controversa ideia da clonagem de seres humanos parece saída de um livro de ficção científica, mas na realidade uma empresa de engenharia genética chinesa assegura que já tem a tecnologia necessária para o fazer. E está a montar uma fábrica para iniciar a produção.

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O cientista chinês Xu Xiaochun, chairman e CEO da biotecnológica BOYALIFE, garante que o estado actual da tecnologia é suficientemente avançado para permitir a clonagem de seres humanos, e que a sua empresa apenas não avançou ainda para a produção em série por “receio da reacção da opinião pública”.

Segundo a AFP, a empresa irá inaugurar em junho, na cidade portuária de Tianjin, no norte da China, uma gigantesca fábrica com capacidade para produzir um milhão de vacas clonadas por ano.

Mas produzir vacas clonadas não é a maior ambição de Xu Xiaochun,

Segundo o cientista de 44 anos, que começou a carreira na gigante farmacêutica Pfizer, a fábrica da Boyalife vai acolher um banco de genes capaz de guardar cerca de 5 milhões de amostras de células animais congeladas em azoto líquido.

“Este banco de genes permitirá salvar a nossa biodiversidade, é um catálogo essencial para que se possa no futuro regenerar espécies que estão agora em perigo de extinção”, diz Xiaochun.

Além de vacas, a empresa pretende a curto prazo produzir clones de cavalos de raça, animais de estimação e cães-polícia especialmente apurados para acções de busca e detecção de odores.

Outra das apostas da empresa é a clonagem em série de animais de laboratório mais adequados à investigação na área da medicina.

O cientista garante que neste momento a Boyalife não está envolvida em qualquer actividade declonagem de seres humanos.

“Infelizmente, neste momento a única forma de produzir seres humanos ainda é com a intervenção de um pai e uma mãe”, diz o director executivo da empresa.

“Mas a tecnologia existe. Nós temo-la. Apenas não a usamos por causa da controvérsia, da reacção da opinião pública”, assegura Xiaochun.

“No entanto, as opiniões mudam, e no dia em isto for permitido, não há empresa melhor preparada que a Boyalife para produzir clones humanos”, conclui.

Parece certo que a fábrica da Boyalife não vai produzir tão cedo seres humanos em série.

Mas não podemos deixar de imaginar que provavelmente, num laboratório secreto algures, haverá já um Cristiano Ronaldo made in China, ou melhor ainda, quem sabe uma, ou duas Irinas Shaik.

INTERNACIONAL

UE RENOVA POR MAIS SEIS MESES SANÇÕES ECONÓMICAS À RÚSSIA

A União Europeia (UE) decidiu hoje prolongar por mais seis meses, até 31 de julho de 2023, as sanções que visam setores específicos da economia da Rússia, em vigor desde 2014, por ocasião da anexação da Crimeia.

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A União Europeia (UE) decidiu hoje prolongar por mais seis meses, até 31 de julho de 2023, as sanções que visam setores específicos da economia da Rússia, em vigor desde 2014, por ocasião da anexação da Crimeia.

Num comunicado, o Conselho da UE divulga ter decidido prolongar por seis meses as sanções adotadas pela primeira vez em 2014, em resposta às ações da Rússia para destabilizar a situação na Ucrânia, com a anexação ilegal da península da Crimeia, e agravadas após a ofensiva militar lançada em fevereiro de 2022.

Atualmente, estas sanções incluem, nomeadamente, restrições às importações e transporte marítimo de crude e certos produtos petrolíferos russos para a UE, a proibição de aceder ao sistema de transações financeiras SWIFT (sigla de “Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication”) para determinados bancos russos e a suspensão das atividades de difusão e das licenças de meios de comunicação usados pelo Kremlin (Presidência russa) como instrumentos para manipular informações e promover a desinformação, segundo enumerou a mesma nota informativa.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.068 civis mortos e 11.415 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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REGIÕES

BRAGANÇA: SENTENÇA DO CASO GIOVANI ADIADA PELA TERCEIRA VEZ

O tribunal de Bragança remarcou para 17 de fevereiro a leitura do acórdão do julgamento sobre a morte do jovem cabo-verdiano Luís Giovani, que já esteve agendada duas vezes e ocorrerá três anos decorridos dos factos.

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O tribunal de Bragança remarcou para 17 de fevereiro a leitura do acórdão do julgamento sobre a morte do jovem cabo-verdiano Luís Giovani, que já esteve agendada duas vezes e ocorrerá três anos decorridos dos factos.

A decisão do coletivo de juízes sobre a acusação de homicídio qualificado a sete jovens de Bragança está agora marcada para 17 de fevereiro, às 14:00, no tribunal de Bragança, depois de ter sido adiada, em setembro, devido a alterações aos factos descritos na acusação.

As alterações levaram a defesa de um dos arguidos a pedir que fossem novamente ouvidos os três amigos, que são queixosos no processo, e que acompanhavam a vítima, na madrugada de 21 de dezembro de 2019, aquando de uma rixa que levou à morte de Luís Giovani, 10 dias depois.

Os amigos foram reinquiridos em outubro e a leitura do acórdão agendada para dezembro, mas foi adiada e está agora remarcada para 17 de fevereiro.

Os três cabo-verdianos, que se queixam no processo de terem sido agredidos, voltaram a testemunhar, sem que nenhum tenha conseguido identificar qual dos sete arguidos terá sido o autor da alegada agressão que provocou o traumatismo cranioencefálico de que a vítima morreu.

Na madrugada de 21 de dezembro de 2019, os quatro cabo-verdianos envolveram-se numa rixa com um grupo de portugueses.

Um dos cabo-verdianos, que tinha chegado há pouco tempo a Bragança para estudar no politécnico local, Luís Giovani, de 21 anos, apareceu, nessa madrugada, caído na rua inconsciente e sozinho, com um traumatismo na cabeça, que só viria a ser confirmado depois de dar entrada na urgência do hospital de Bragança.

A versão inicial dos cabo-verdianos, que o Ministério Público acompanhou, foi a de que o jovem tinha sido agredido com paus, cintos e a murro e pontapés por um grupo de portugueses.

Inicialmente, oito jovens estiveram em prisão preventiva e acusados de homicídio qualificado consumado em relação a Luís Giovani, e de homicídio na forma tentada relativamente aos três amigos.

Na fase de instrução, pedida por alguns dos arguidos, um dos acusados foi retirado do processo e os outros sete continuaram indiciados pelo crime de homicídio qualificado consumado, mas viram a acusação atenuada para ofensas à integridade física em relação aos três ofendidos.

Os amigos de Luís Giovani mantiveram, em tribunal, que a vítima foi espancada prostrada no chão, apesar de os juízes do coletivo insistirem na “irracionalidade” desta versão, por o jovem não apresentar mais nenhum ferimento no corpo, além do traumatismo na cabeça.

Por responder continua a pergunta do juiz presidente sobre como é que os amigos perderam Luís Giovani, que foi encontrado sozinho por terceiros a algumas centenas de metros do local da rixa.

Nas alegações finais, o procurador contestou a acusação inicial do Ministério Público, descartando que tenha existido “aquela selvajaria que está descrita no despacho de pronúncia”, e considerou que seis arguidos são inocentes e que aquele que entende que atingiu Giovani com um pau não o fez com intenção de matar nem de o atingir, mas num confronto com outro dos cabo-verdianos.

Para este arguido, o MP pediu uma pena de prisão “nunca inferior a seis anos”, enquanto as defesas evocam como causa do traumatismo fatal uma eventual queda que a vítima terá sofrido, e que é também referenciada na autópsia, que foi inconclusiva sobre a causa da morte resultar de uma pancada ou de queda acidental.

A desavença que levou a este desfecho terá começado num bar da cidade de Bragança, entre um dos cabo-verdianos e dois portugueses por o primeiro alegadamente se ter metido com as respetivas mulheres.

O procurador tem a convicção de que, já na rua, um dos cabo-verdianos deu um murro a um dos portugueses, que não está neste processo, e que houve, na sequência deste ato, “agregado de pessoas, troca de galhardetes”, sem que se saiba quem bateu em quem.

Este cabo-verdiano foi condenado, noutro processo, a pagar 440 euros de multa pela agressão ao português, que apresentou queixa a seguir aos factos, mas que não foi integrada no processo da morte de Giovani.

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REGIÕES

LEIRIA: ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO COM TRANSPORTES PÚBLICOS GRATUITOS

Os alunos do ensino secundário que residam a mais de três quilómetros da escola vão ter transporte gratuito a partir de fevereiro, informou hoje o Município de Leiria.

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Os alunos do ensino secundário que residam a mais de três quilómetros da escola vão ter transporte gratuito a partir de fevereiro, informou hoje o Município de Leiria.

A medida, que foi aprovada na última reunião de Câmara, abrange cerca de 400 estudantes e permitirá que as famílias do concelho beneficiárias deste apoio poupem aproximadamente 100 mil euros anuais, reduzindo os seus encargos financeiros com o transporte escolar.

Neste momento, o passe escolar gratuito estava apenas disponível aos alunos do ensino básico. Os estudantes do secundário usufruíam de uma comparticipação a 50%, de acordo com a legislação em vigor.

“Estamos a contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso ao transporte público escolar, alargando o universo de estudantes abrangidos, e também para o sucesso escolar, dando às famílias maior conforto para que os nossos jovens possam dar continuidade aos seus estudos”, adiantou a vereadora da Educação, Anabela Graça.

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INTERNACIONAL

ARMAMENTO MODERNO PARA KIEV PODE LEVAR A OFENSIVA VITORIOSA OU ESCALADA INCONTROLÁVEL

O envio de armamento pesado e ofensivo destinado a Kiev pelos países ocidentais poderá implicar uma nova e vitoriosa ofensiva ucraniana ou uma escalada do conflito caso Moscovo considere ultrapassadas “linhas vermelhas”, disseram à Lusa dois analistas militares.

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O envio de armamento pesado e ofensivo destinado a Kiev pelos países ocidentais poderá implicar uma nova e vitoriosa ofensiva ucraniana ou uma escalada do conflito caso Moscovo considere ultrapassadas “linhas vermelhas”, disseram à Lusa dois analistas militares.

“A questão é saber o que se pretende com este material”, considerou o major-general Carlos Branco. “Porque a quantidade anunciada, e o momento em que este armamento vai ser atribuído aos ucranianos, não permitirá que atinjam os seus objetivos – a expulsão das forças russas da Ucrânia, incluindo a Crimeia”.

O analista militar considera que não serão os 152 carros de combate (tanques) prometidos, e dos quais apenas 77 estão confirmados até agora, que farão a diferença. “Destes 77, 31 são Abrams (norte-americanos), que só serão atribuídos no final deste ano”.

Uma perspetiva diversa é avançada pelo major-general Arnaut Moreira, que destaca a importância deste “segundo grande avanço em termos de patamar tecnológico que o ocidente alargado concede à Ucrânia” após o envio do sistema norte-americano de lançamento de foguetes múltiplos Himars.

“O sistema Himars podia ser sempre encarado como o aumento de uma capacidade de defesa por parte das Forças Armadas ucranianas. Mas o fornecimento de carros de combate nunca pode ser apenas envolvido em questões meramente de salvaguarda do território ou capacidade de defesa das forças ucranianas”, considerou.

Números avançados por Carlos Branco indicam que, nos primeiros meses da guerra, os russos destruíram ou incapacitaram cerca de 2.500 carros de combate e viaturas blindadas ucranianas, e que o Exército ucraniano já se afirmava como o segundo mais bem equipado na Europa a seguir ao russo.

A maioria dos carros de combate fornecidos pelos aliados ocidentais à Ucrânia já foi destruído, garante. “O facto de pedirem desesperadamente viaturas e equipamento é significativo de que não estão a prevalecer no campo de batalha”.

Arnaut Moreia destaca antes a “natureza ofensiva” e as características dos carros de combate que irão equipar as forças de Kiev, e que os tornam num ” instrumento ideal” para a condução de manobras ofensivas.

“A Ucrânia vai ter de pensar agora uma manobra diferente que a afaste de Bakhmut e Soledar e que permita, como fez em Kharkiv há alguns meses atrás, romper linhas, entrar na profundidade do dispositivo inimigo e desequilibrar o seu sistema defensivo. É isto que estes carros de combate vêm trazer”, prognosticou.

Na análise de Carlos Branco, este tipo de equipamento, em particular, vai apenas prolongar o conflito, mas não vai fornecer recursos à Ucrânia para atingir o objetivo pretendido – a retirada das forças russas de todo o seu território.

“Mas em relação às viaturas blindadas, não aos carros de combate (tanques), o número atribuído é muito significativo. Aproxima-se do número que Valerii Zaluzhnyi, comandante em chefe das Forças Armadas ucranianas, pediu na entrevista à revista britânica The Economist”, assinalou.

Ainda para Carlos Branco, as grandes divergências residem no número de carros de combate e no número de peças de artilharia.

“Não é provável que um Exército tenha capacidade ofensiva se não tiver capacidade para combate de armas combinadas. Não é um Exército sem artilharia, ou com uma artilharia muito reduzida, sem apoio aéreo, que vai conseguir prevalecer”, sustenta.

Carlos Branco insiste que a questão consiste em saber quanto e quando o material será atribuído, enquanto Arnaut Moreira prefere destacar os “modelos de combate cada vez mais antigos” que a Rússia tem vindo a utilizar, recorrendo aos seus depósitos.

“Por outro lado, a capacidade industrial do ocidente tem uma enorme resiliência, estamos a distribuir o esforço da guerra por 50 países desta coligação avançada. A Federação russa é uma pequeníssima economia mundial, e militarizar a sua indústria vai ter reflexos dramáticos na qualidade de vida da sua população”, frisou.

Uma perspetiva diferenciada do seu correligionário militar, ao assinalar uma grande desproporção de tanques e com vantagem para Moscovo.

“A Rússia tem 600 tanques T-90. E tem mais umas centenas de T-78 modificados, e em relação aos T-72 têm centenas e com o ‘upgrade’ que foi feito, sistemas de pontaria computorizada, proteção reativa, capacidade de combate noturno,”, diz Carlos Branco.

Em resposta, Arnaut Moreira recorre ao exemplo da designada “Guerra das Estrelas” que na década de 1980 opôs os EUA à então URSS, considerando que o colapso da União Soviética não foi de natureza militar.

“Caiu pela incapacidade de responder ao que eram os anseios da população, que não percebia porque tinha de andar de Wartburg ou Lada em vez de Mercedes ou BMW. E porque o desafio da ‘Guerra das Estrelas’ obrigou-a um esforço de investimento na indústria de Defesa que fez colapsar todos os outros sistemas”, disse à Lusa.

Desta forma, o major-general Arnaut Moreira assinala que, no atual conflito, o ocidente “não baixou a parada”, e que militarização da indústria russa vai ser feita à custa da diminuição dos recursos para satisfazer as necessidades básicas da população. “É uma questão de tempo”, disse.

Na quarta-feira, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu o envio de aviões de combate e de mísseis de longo alcance, mas ainda sem qualquer confirmação.

Este novo dado poderá implicar uma escalada, mesmo que Arnaut Moreira considere que a Rússia “tudo fará para não entrar em conflito com a NATO”.

Nesse sentido, define o país como uma “pequeníssima economia mundial, só tem 140 milhões de habitantes, é basicamente o que tem a Polónia e a Alemanha”. E destes dois países, frisa, “há mais 48 países nesta coligação. Estão aqui as grandes potências industriais, comerciais, de produção de riqueza em todo o mundo”.

O “colapso da economia interna russa”, motivado pelo esforço de guerra, poderá já perfilhar-se no horizonte, admite.

“Não há nenhuma vitória russa, é absolutamente impossível de acontecer. Mesmo que tenha uma vitória de natureza militar, já toda a gente está preparada para a eventualidade de ser necessário isolar ainda mais a Federação Russa, [que] no longo prazo vai sofrer tremendamente as consequências desta sua ação ofensiva sobre um dos seus vizinhos”.

Carlos Branco opta antes por desatacar que, caso a Rússia considere que algum do armamento enviado ultrapasse as suas “linhas vermelhas”, haverá uma escalada.

“E o que significa? Por exemplo, a Rússia atacar a Polónia, as oficinas onde esse equipamento é recuperado, as bases onde possam estar estacionados os F-16, e de onde eventualmente lançarão os seus ataques, porque não vejo onde irá a Ucrânia colocar os F-16 no seu próprio território, porque serão atacados”.

Desta forma, sintetiza Carlos Branco, a “questão é saber se os russos vão interpretar estas decisões como algo que põe em causa a sua integridade territorial, o que eventualmente pode implicar a sua derrota no conflito, e então a situação entrará numa crescente escalada. E se atacarem um país da NATO, temos o ‘caldo entornado'”.

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